O certame K-2911 começa às 15h desta quinta-feira (20), no horário de Brasília. Entre os produtos disponíveis estão notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões.
Além disso, há lotes com vários itens. Um deles reúne cerca de 25 eletroportáteis, enquanto outro conta com aproximadamente 13 televisores de marcas como TCL, Semp e LG.
Os valores iniciais aparecem abaixo dos preços de referência informados pela plataforma. Por exemplo, um refrigerador Frost Free Brastemp de 385 litros tinha valor estimado em R$ 2.289,78 e recebia lance de R$ 1.650.
Outro refrigerador, da LG, com 461 litros, tinha avaliação de R$ 1.756. Já uma lavadora Electrolux de 14,5 quilos aparecia com valor de R$ 1.539. Um refrigerador Side by Side TCL de 516 litros tinha lance de R$ 3.121, com desconto de 44% sobre o valor de referência.
Produtos não estão ligados diretamente à recuperação judicial
Apesar da coincidência entre o leilão e o pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia informou que os eventos desse tipo fazem parte de uma prática recorrente da empresa.
Segundo a varejista, os produtos estão relacionados ao Departamento de Assistência Técnica (DAT). A companhia também afirmou que as operações nas lojas físicas e no comércio eletrônico continuam normalmente.
A proximidade das duas notícias, entretanto, provocou confusão nas redes sociais. O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 16 de agosto, quatro dias antes do leilão desta quinta-feira. A empresa busca reorganizar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
Como funciona o leilão
Quem oferecer o maior lance não tem garantia automática de compra. De acordo com o edital, parte das ofertas é classificada como “lance condicional”.
Nesse caso, a Casas Bahia pode aprovar ou recusar a proposta em até cinco dias úteis depois do encerramento. A empresa também pode retirar produtos, modificar preços ou reorganizar lotes antes do fim do certame.
Além do valor do lance, o comprador precisa considerar as taxas. O edital prevê 5% de comissão para o leiloeiro e 15% de despesas administrativas, totalizando até 20% sobre o valor da arrematação.
O pagamento deve ocorrer via Pix dentro do prazo estabelecido no edital. Em caso de desistência ou inadimplência, também podem ser aplicadas penalidades.
Produtos são vendidos sem garantia
Outro ponto importante envolve as condições dos produtos. Os itens são vendidos no estado em que se encontram, sem garantia de funcionamento e sem possibilidade de troca ou devolução.
Os lotes podem apresentar avarias, sujeira, ausência de peças ou manuais e até bloqueios por senha. Por isso, o interessado deve consultar atentamente as condições descritas no edital antes de fazer qualquer lance.
Também não há visitação presencial dos produtos. Além disso, a embalagem pode não corresponder à marca, ao modelo ou ao tamanho do item anunciado.
Retirada exige atenção
A retirada dos produtos possui regras específicas. O comprador precisa enviar antecipadamente os dados pessoais e as informações do veículo utilizado no transporte.
O edital também estabelece exigências de segurança para o acesso ao local. A retirada não pode ser feita a pé ou de motocicleta e exige veículo adequado para o transporte da carga.
Recuperação judicial da Casas Bahia
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em 16 de agosto. A medida busca permitir a reorganização das dívidas e a continuidade das atividades da empresa.
A companhia declarou R$ 17,3 bilhões em dívidas. O pedido ocorre após um período de dificuldades financeiras, que inclui fechamento de lojas e redução de custos.
Por isso, embora o leilão tenha chamado atenção justamente no momento de crise, a empresa afirma que a venda dos produtos do DAT é uma operação recorrente e não deve ser confundida, neste momento, com uma liquidação decorrente da recuperação judicial.
Fonte: informações da Casas Bahia e dados publicados pela Exame e UOL.



















































