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Aécio volta atrás e anuncia candidatura ao Senado por Minas

Aécio em fala a jornalistas na sede do PSDB em Belo Horizonte | Divulgação/PSDB

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) confirmou nesta sexta-feira (28) que será candidato ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026. O tucano havia anunciado, no início de agosto, que não disputaria nenhum cargo neste ano.

Aécio afirmou que mudou de posição depois de receber pedidos de lideranças políticas, empresários e representantes de movimentos sociais. Além disso, apontou a situação financeira de Minas Gerais como um dos motivos para retornar à disputa.

Aécio diz que mudou de rota

O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa na sede do PSDB, em Belo Horizonte.

Aécio classificou a decisão como uma “mudança de rota”. Segundo ele, aliados passaram a defender sua candidatura diante dos desafios financeiros enfrentados pelo estado.

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O deputado também afirmou que pretende colocar sua experiência política à disposição de Minas Gerais caso conquiste uma das duas vagas ao Senado em disputa no estado.

Aécio governou Minas Gerais entre 2003 e 2010 e depois exerceu mandato de senador até 2018. Nas eleições seguintes, conquistou duas vezes uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Dívida de Minas é prioridade

A renegociação da dívida de Minas Gerais com a União aparece entre os principais temas apresentados por Aécio.

O estado possui uma dívida estimada em cerca de R$ 180 bilhões com o governo federal. Por isso, o tucano defende uma atuação mais forte dos representantes mineiros no Senado durante as discussões sobre o acordo.

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Aécio também pretende discutir os ativos que Minas poderá utilizar dentro do processo de renegociação.

Segundo o candidato, o Senado terá papel importante nas decisões que envolvem os estados endividados.

Tucano quer bancada de estados devedores

Aécio afirmou que pretende criar no Senado uma “Bancada da Resistência”, reunindo representantes de estados que possuem dívidas com a União.

A proposta busca aumentar a pressão política pela revisão das regras do Propag, programa criado para permitir a renegociação das dívidas estaduais.

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A ideia é articular parlamentares de diferentes estados em torno de uma posição comum durante as discussões sobre o passivo das unidades da Federação.

Aécio entra na chapa de Alexandre Kalil

Com a mudança de posição, Aécio passa a integrar a chapa de Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais.

Ele será o único candidato ao Senado da chapa de Kalil. A mudança ocorreu depois que Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) retiraram suas candidaturas ao Senado.

As desistências abriram espaço para a substituição dos candidatos e permitiram que Aécio entrasse na disputa mesmo depois do encerramento do prazo inicial para registro das candidaturas.

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Mudança ocorreu após pressão de aliados

A decisão de Aécio vinha sendo articulada nos últimos dias.

Na quarta-feira (26), dirigentes do PSDB, Cidadania e PDT em Minas divulgaram um apelo para que o tucano reconsiderasse a decisão de não disputar as eleições.

O movimento ganhou força após a desistência dos nomes que inicialmente ocupavam as vagas ao Senado na chapa.

Assim, Aécio passou a avaliar novamente a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.

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Candidatura ocorre dentro das regras eleitorais

Embora o prazo para o registro inicial das candidaturas tenha terminado, a legislação eleitoral permite a substituição de candidatos em determinadas situações.

No caso de Aécio, as renúncias dos candidatos que estavam registrados abriram caminho para a mudança na composição da chapa. A substituição ainda depende da tramitação e da análise da Justiça Eleitoral.

Portanto, o anúncio político já ocorreu, mas o processo eleitoral ainda precisa cumprir as etapas formais previstas pela legislação.

Aécio promete atuação de centro

Durante o anúncio, Aécio também indicou que pretende atuar no Senado sem se alinhar automaticamente a um dos polos da disputa nacional.

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O tucano afirmou que pretende dialogar tanto com parlamentares ligados ao bolsonarismo quanto com integrantes da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Aécio defendeu uma atuação política centrada nos interesses de Minas Gerais e destacou a necessidade de ampliar a representação do estado nas discussões nacionais.

Disputa pelo Senado em Minas

A entrada de Aécio altera o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado por Minas Gerais.

Pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto apontava Marília Campos (PT) com 15% das intenções de voto. O levantamento ocorreu antes da confirmação da candidatura de Aécio e, portanto, não mede o impacto de sua entrada na corrida eleitoral.

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A nova configuração deve provocar mudanças nas estratégias dos partidos e dos demais candidatos.

Aécio tenta voltar ao Senado

Aécio Neves já ocupou uma cadeira no Senado entre 2011 e 2018. Depois disso, disputou duas eleições para deputado federal e conseguiu renovar o mandato nas duas ocasiões.

Agora, o tucano tenta retornar à Casa onde pretende concentrar sua atuação na renegociação da dívida de Minas e na articulação entre estados endividados.

A candidatura representa, portanto, uma mudança de estratégia do presidente nacional do PSDB, que havia anunciado a intenção de permanecer fora da disputa eleitoral de 2026.

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