Manifestantes contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes realizaram um protesto nesta segunda-feira (7), em Natal. Durante a manifestação, os participantes ergueram um boneco inflável com a inscrição “13-171”.
O ato ocorreu no Largo do Atheneu, no bairro de Petrópolis, na Zona Leste da capital potiguar. Além disso, os manifestantes exibiram faixas com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e pedidos de impeachment.
A mobilização ocorreu durante o feriado da Independência do Brasil. Ao mesmo tempo, outros atos políticos ocorreram em diferentes cidades do país, incluindo manifestações de apoio e oposição ao governo federal.
Boneco “13-171” vira símbolo de protestos
O boneco exibido em Natal remete ao chamado Pixuleco, personagem inflável criado durante as manifestações contra o PT e o governo Dilma Rousseff na década passada.
Na representação, o número 13 corresponde ao número eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Já o número 171 faz referência ao artigo do Código Penal relacionado ao estelionato.
Assim, a combinação dos números representa uma crítica política ao PT. No entanto, trata-se de um símbolo de protesto, e não de uma condenação judicial ou de uma afirmação jurídica de que o presidente Lula ou o partido tenham cometido o crime previsto no artigo 171.
O Pixuleco ganhou notoriedade durante as manifestações de 2015 e passou a aparecer em diferentes atos de oposição ao PT.
Protesto também teve críticas a Alexandre de Moraes
Além do boneco, os manifestantes levaram uma faixa com os dizeres “impeachment Alexandre de Moraes”.
Dessa forma, o ato concentrou críticas tanto ao governo Lula quanto à atuação do ministro do STF. A manifestação ocorre em meio a uma nova fase de tensão política envolvendo decisões e investigações relacionadas ao Supremo.
Nesse contexto, Alexandre de Moraes tornou-se um dos principais alvos dos protestos organizados por grupos de oposição ao governo federal. Em outras cidades, manifestações do 7 de Setembro também registraram críticas ao ministro e ao presidente Lula.
Lideranças políticas participam da mobilização
Durante o protesto em Natal, os manifestantes aguardavam a chegada de lideranças políticas ligadas à oposição.
Entre os nomes previstos estavam o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL).
Além disso, a manifestação ocorre no mesmo dia em que grupos políticos ligados à direita realizam atos em outras regiões do país.
Em São Paulo, por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma manifestação na Avenida Paulista com críticas a Lula e a Alexandre de Moraes. Já em Brasília, apoiadores do PL realizaram um ato paralelo ao desfile oficial e repetiram palavras de ordem contra o presidente e o ministro.
Atos do 7 de Setembro ocorrem em meio à disputa eleitoral
As manifestações desta segunda-feira acontecem a poucas semanas do avanço da campanha eleitoral de 2026. Por isso, o feriado da Independência também ganhou forte componente político em diferentes pontos do país.
Enquanto grupos de oposição realizaram manifestações contra Lula e Moraes, o presidente participou do desfile oficial de 7 de Setembro em Brasília.
Na capital federal, Lula esteve ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara, Hugo Motta.
Já em Natal, os manifestantes aproveitaram o feriado para apresentar suas críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal.
Assim, o protesto no Largo do Atheneu se inseriu em um cenário nacional marcado pela polarização política e pela proximidade das eleições de 2026.
























































