O dinheiro esquecido nos bancos e em outras instituições financeiras voltou a crescer e chegou a R$ 5,65 bilhões em julho de 2026, segundo dados atualizados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa uma alta de 10,3% em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.
O montante está disponível para resgate por pessoas físicas e empresas que possuem valores no Sistema de Valores a Receber (SVR). Ao todo, 23,57 milhões de pessoas físicas têm cerca de R$ 4,25 bilhões para receber. Além disso, 2,19 milhões de empresas possuem aproximadamente R$ 1,4 bilhão disponível.
Dinheiro esquecido nos bancos volta a crescer
A alta registrada em julho interrompeu uma sequência de três meses de queda no volume disponível para resgate. Mesmo assim, o valor atual ainda está abaixo dos mais de R$ 10 bilhões que o sistema registrava antes da transferência de parte dos recursos para o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
O dinheiro transferido integrou a estrutura de garantia do Novo Desenrola, programa criado para facilitar a renegociação de dívidas. Entretanto, os donos dos valores continuam com direito ao resgate, conforme as regras do Sistema de Valores a Receber.
Onde estão os R$ 5,65 bilhões?
Embora o tema seja conhecido como dinheiro esquecido nos bancos, os recursos também estão distribuídos em outras instituições financeiras.
Os bancos concentram a maior parcela, com R$ 2,38 bilhões, o equivalente a 42,2% do total. Em seguida, aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 1,96 bilhão.
As cooperativas de crédito concentram R$ 762,7 milhões. Já as instituições de pagamento possuem R$ 353,4 milhões, enquanto financeiras somam R$ 114,6 milhões.
Além disso, corretoras e distribuidoras concentram R$ 69,4 milhões. Outras instituições financeiras reúnem R$ 4,5 milhões.
Maioria tem menos de R$ 10 para receber
A maior parte das pessoas que possui dinheiro esquecido tem valores relativamente baixos.
Segundo os dados do Banco Central, 69,45% dos beneficiários têm até R$ 10 para receber. Outros 18,97% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100.
Além disso, 9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1.000 disponíveis. Apenas 2,22% dos beneficiários possuem mais de R$ 1.000 para resgatar.
Como consultar o dinheiro esquecido
Quem deseja saber se possui algum valor disponível pode consultar o Sistema de Valores a Receber do Banco Central. A consulta é gratuita e pode ser feita pela página oficial do serviço.
Para a consulta inicial, o cidadão pode informar o CPF e a data de nascimento. Empresas também podem fazer a verificação usando o CNPJ e a data de abertura.
Depois da consulta, o sistema informa se existem valores disponíveis e apresenta informações sobre a instituição responsável pela devolução.
Banco Central alerta para golpes
O Banco Central reforça que o serviço de consulta e solicitação dos valores é gratuito. Portanto, o cidadão não precisa pagar nenhuma taxa para recuperar o dinheiro.
Além disso, é importante desconfiar de mensagens que prometem liberar valores mediante pagamento antecipado ou que pedem dados bancários por meio de links enviados por terceiros.
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já contabiliza R$ 16,15 bilhões devolvidos aos donos dos recursos, sendo R$ 11,91 bilhões para pessoas físicas e R$ 4,25 bilhões para empresas.
Assim, quem já teve conta em banco ou relacionamento com alguma instituição financeira pode fazer uma consulta e verificar se possui algum valor disponível para receber.
























































