A extradição de Zambelli voltará à análise da Justiça italiana no dia 29 de outubro. A nova audiência vai reavaliar o pedido para que a ex-deputada Carla Zambelli retorne ao Brasil, onde cumpre condenações judiciais. A Corte Suprema de Cassação da Itália anulou, em julho, a decisão anterior que autorizava a extradição e determinou uma nova análise do caso.
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Zambelli recebeu uma condenação de cinco anos de prisão por perseguir armada um homem pelas ruas de São Paulo. Além disso, a Justiça brasileira a condenou a dez anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Justiça italiana reavalia pedido de extradição de Zambelli
Com a nova audiência, a Justiça italiana deverá examinar novamente os requisitos legais para atender ao pedido brasileiro. Nesse processo, a Corte verifica se a solicitação respeita a legislação italiana e os tratados internacionais aplicáveis à extradição.
Enquanto isso, a defesa da ex-parlamentar contesta as condenações impostas no Brasil. Os advogados alegam que as decisões são ilegais e abusivas e sustentam que Zambelli sofre perseguição política. Também afirmam que houve desrespeito às garantias processuais e aos princípios constitucionais.
O advogado Eduardo Mauricio, que representa a ex-deputada, declarou acreditar que a Justiça italiana negará o novo pedido de extradição. Segundo ele, os argumentos da defesa envolvem direitos humanos, princípios fundamentais e garantias processuais.
“O segundo processo de extradição da ex-parlamentar também deve ser negado como foi o primeiro processo de extradição, sobretudo pela falta de garantias processuais e a âmbito de direitos humanos e princípios fundamentais”, afirmou o advogado.
Defesa prepara novas medidas judiciais
Além de contestar a extradição, Eduardo Mauricio informou que prepara duas revisões criminais e dois pedidos para retirar o nome de Zambelli da lista da Interpol. De acordo com o advogado, essas medidas buscam questionar as condenações e seus efeitos.
A defesa insiste que os processos têm caráter político e que as decisões judiciais violam direitos da ex-deputada. No entanto, essas alegações representam a posição dos advogados e não alteram, por si só, as condenações existentes no Brasil.
