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Meio Ambiente

Acordo climático COP30 aumenta financiamento, mas ignora combustíveis fósseis

Foto: Bruna Justa

O acordo climático da COP30 avançou no financiamento global para países pobres, mas ignorou, novamente, qualquer referência direta aos combustíveis fósseis. Governos reunidos na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, aprovaram neste sábado (22) um texto que amplia os aportes financeiros, embora evite tocar no principal responsável pelo aquecimento global. Além disso, o documento estabelece que países ricos devem triplicar, até 2035, o dinheiro destinado à adaptação das nações em desenvolvimento.

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Representantes de diversos países afirmam que precisam de recursos urgentes para lidar com impactos já presentes, como aumento do nível do mar e ondas de calor cada vez mais intensas. Enquanto isso, o acordo também aponta que organismos climáticos devem analisar maneiras de alinhar regras de comércio internacional às metas ambientais.

Acordo climático COP30 gera frustração sobre combustíveis fósseis

Segundo negociadores, a União Europeia pressionou até o último momento para incluir o abandono progressivo dos combustíveis fósseis. No entanto, a proposta enfrentou forte oposição do Grupo Árabe, liderado pela Arábia Saudita. Como resultado, a menção ao tema saiu do documento oficial e deverá aparecer apenas em um texto paralelo apresentado pelo Brasil.

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Além disso, ambientalistas expressaram frustração diante da ausência de um mapa do caminho para eliminar petróleo e carvão. Conforme destacou Ciro Brito, do Instituto Socioambiental, mais de 80 países apoiaram a criação desse cronograma, mas o avanço acabou bloqueado. Mesmo assim, ele ressaltou a importância de iniciativas como a Missão Belém 1,5 e o Acelerador Global de Implementação.

Ainda assim, o texto final trouxe conquistas relevantes, como o reconhecimento do papel de afrodescendentes, povos indígenas e comunidades tradicionais no combate à crise climática. Especialistas afirmam que esse ponto representa um marco histórico na COP30.

Segundo Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, o acordo oferece sinais positivos, mas continua distante do necessário para manter o planeta na trajetória de 1,5°C. Além disso, ela ressaltou que falta ambição política para transformar compromissos em ações reais. Por fim, representantes de organizações internacionais afirmam que, apesar das limitações, a COP30 marca um divisor de águas na mobilização social pela justiça climática.

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