A tarifa contra Canadá voltou ao centro do debate internacional neste sábado (24), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor uma taxa de 100% sobre todos os produtos canadenses que entrarem no mercado norte-americano. O aviso ocorreu caso o governo do Canadá avance em um acordo comercial com a China. Segundo Trump, a aproximação com Pequim colocaria o país vizinho em risco econômico e estratégico.
Leia também:
Ataque russo na Ucrânia deixa morto e feridos durante negociações
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a China “comerá o Canadá vivo”, destruindo empresas, o tecido social e o modo de vida canadense. Além disso, o presidente norte-americano advertiu diretamente o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre as consequências de uma eventual parceria comercial com a potência asiática. Para Trump, um acordo desse tipo justificaria a aplicação imediata da tarifa máxima contra bens e produtos canadenses.
Tarifa contra Canadá amplia tensão entre EUA e aliados
A ameaça de tarifa contra Canadá surge em meio a um aumento visível das tensões diplomáticas entre Washington e Ottawa. Conforme Trump, a China poderia usar o Canadá como rota alternativa para driblar tarifas já impostas pelos Estados Unidos. Por outro lado, o presidente foi direto ao afirmar que o plano não funcionaria e classificou a estratégia como equivocada.
Recentemente, Mark Carney realizou uma visita oficial à China e descreveu o país asiático como um “parceiro confiável e previsível”. Além disso, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o premiê canadense incentivou líderes europeus a ampliarem investimentos na segunda maior economia do mundo. Essa postura, no entanto, desagradou o governo norte-americano e contribuiu para o endurecimento do discurso de Trump.





















































