A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (SEDEC) divulgou, nesta segunda-feira (27), uma nota técnica com a projeção de crescimento do PIB do RN em 2026. De acordo com o estudo, a economia potiguar deve registrar expansão entre 1,1% e 2,3%, em linha com a dinâmica nacional e regional, em um cenário de crescimento moderado da economia brasileira.
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Cenário nacional e regional influencia projeção
A estimativa considera o contexto macroeconômico projetado para o país, marcado por uma política monetária ainda restritiva e por menor dinamismo dos investimentos.
Segundo a Resenha Regional de Economia – Nordeste, do Banco do Brasil, divulgada em dezembro de 2025, o PIB do Brasil deve crescer entre 1,5% e 2,2% em 2026.
Para o Nordeste, a expectativa é de desempenho próximo à média nacional, com crescimento estimado entre 1,3% e 2,0%, sustentado principalmente pelo setor de serviços.
Estrutura produtiva do RN orienta estimativas
Nesse cenário, o Rio Grande do Norte tende a seguir a trajetória regional, respeitando as especificidades de sua estrutura produtiva.
A SEDEC adotou uma faixa de crescimento, prática alinhada às normas de análise econômica institucional, ao reconhecer as incertezas do cenário macroeconômico e ampliar a transparência das estimativas oficiais.
Dois cenários projetados para 2026
O cenário base prevê crescimento de 1,1%, com premissas conservadoras. Nesse caso, o desempenho mais moderado da indústria seria compensado pela expansão dos setores de serviços e agropecuária.
Já o cenário mais favorável aponta crescimento de até 2,3%, condicionado à melhora do desempenho setorial, especialmente da indústria e dos serviços, que possuem maior peso na economia estadual.
Serviços concentram maior peso no PIB estadual
Atualmente, o setor de serviços responde por cerca de 75% do PIB do Rio Grande do Norte. A indústria representa aproximadamente 20%, enquanto a agropecuária corresponde a 5%, conforme dados das Contas Regionais do IBGE.
Apesar dos desafios enfrentados pela indústria extrativa, especialmente no segmento de petróleo, a análise indica que parte dos impactos tende a ser compensada pela diversificação da base industrial e por políticas de estímulo ao desenvolvimento.
Entre as iniciativas citadas está o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).
Fatores determinantes para o crescimento
De acordo com a SEDEC, fatores como o comportamento da economia nacional, as condições de crédito, o ritmo dos investimentos produtivos, a evolução do mercado de trabalho e a estabilidade do ambiente econômico serão decisivos para a consolidação dos cenários projetados.
A expectativa é de que o Rio Grande do Norte mantenha uma trajetória de crescimento moderado em 2026, com possibilidade de desempenho mais robusto caso o ambiente econômico se mostre mais favorável.






















































