A decisão sobre a extradição do hacker chinês ganhou destaque internacional após o governo da Itália autorizar o envio de um suspeito aos Estados Unidos. O homem é acusado de envolvimento em crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas relacionadas à covid-19.
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A medida ocorre após uma decisão judicial italiana que considerou válida a extradição do cidadão chinês Xu Zewei. Ele foi preso em Milão no dia 3 de julho, a pedido das autoridades norte-americanas. No entanto, até o momento, a defesa afirma que o acusado não recebeu comunicação oficial sobre o envio ao exterior.
Extradição hacker chinês envolve acusações graves
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a extradição está relacionada a uma série de crimes cometidos entre 2020 e 2021. Conforme as investigações, Xu teria participado de ataques cibernéticos contra universidades e centros de pesquisa.
Além disso, as autoridades americanas alegam que o suspeito atuava a mando do governo da China, com o objetivo de obter informações estratégicas sobre vacinas, tratamentos e testes contra a covid-19. Por outro lado, a defesa do acusado sustenta que ele pode ter sido vítima de erro de identidade.
Ainda segundo o Departamento de Justiça, Xu também teria ligação com o grupo de ciberespionagem conhecido como Hafnium. Esse coletivo teria invadido milhares de computadores ao redor do mundo, incluindo sistemas nos Estados Unidos.
Caso amplia tensão internacional
Enquanto isso, a decisão italiana ocorre em um cenário de crescente tensão entre potências globais no campo da segurança digital. Especialistas apontam que ataques cibernéticos voltados à área da saúde se intensificaram durante a pandemia.























































