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Facções usam influencers para lavar dinheiro

Foto: Reprodução

Facções usam influencers para lavar dinheiro e ocultar recursos obtidos por meio de atividades ilegais, segundo investigações conduzidas pela Polícia Federal e por Ministérios Públicos estaduais em diversas regiões do país. As autoridades apuram a utilização de redes sociais, publicidade digital e ostentação de patrimônio como parte de esquemas ligados ao tráfico de drogas, apostas ilegais e organizações criminosas.

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De acordo com investigadores, influenciadores digitais passaram a despertar atenção devido à alta movimentação financeira envolvendo campanhas publicitárias, shows, contratos comerciais e plataformas digitais. Além disso, o grande alcance nas redes sociais pode servir para ampliar a divulgação indireta de atividades ilícitas.

As investigações também analisam a exposição frequente de carros de luxo, joias, viagens internacionais e imóveis de alto padrão. Segundo a polícia, esse tipo de ostentação pode indicar incompatibilidade entre renda declarada e patrimônio apresentado publicamente.

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Facções usam influencers em esquemas investigados pela PF

Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal prendeu Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido nas redes sociais como “Buzeira”. O influenciador, que possui milhões de seguidores, é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas.

Além disso, em abril, os cantores MC Poze do Rodo e MC Ryan SP passaram a ser investigados em outra apuração federal. Conforme a PF, o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada e tráfico de drogas.

O rapper Oruam também é alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. No entanto, todos os citados possuem direito à ampla defesa, e os processos seguem em andamento.

Segundo a desembargadora Ivana David, as facções criminosas modernizaram as estratégias utilizadas para esconder recursos ilícitos. De acordo com ela, os grupos misturam dinheiro obtido ilegalmente com receitas provenientes de publicidade, plataformas digitais e atividades comerciais ligadas aos influenciadores.

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Além da parte financeira, especialistas demonstram preocupação com a influência exercida nas redes sociais. Conforme Ivana David, os usuários precisam refletir sobre os valores transmitidos por determinados criadores de conteúdo antes de transformá-los em referência.

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