Os exames descartam ebola nas análises iniciais realizadas em um paciente que está sob investigação no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada neste domingo (31) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que informou que testes de saliva e urina não identificaram a presença do vírus da doença.
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O paciente, que veio de Uganda, foi admitido no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no fim da tarde de sábado (30). Desde então, ele permanece em isolamento e recebe acompanhamento médico especializado, seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias.
O atendimento ocorre em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), responsáveis pelo monitoramento de possíveis casos suspeitos.
Exames descartam ebola, mas investigação continua
Segundo a Fiocruz, o protocolo de investigação foi iniciado porque o paciente apresentou sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Além disso, ele havia retornado recentemente de Uganda, país que possui regiões com registros da doença.
No entanto, ainda na noite de sábado, exames laboratoriais confirmaram que o homem está com malária. Apesar desse diagnóstico, as equipes de saúde decidiram manter a investigação para descartar completamente a possibilidade de infecção pelo vírus ebola.
Conforme os especialistas, o exame considerado mais importante para a confirmação definitiva é realizado a partir de amostras de sangue. Portanto, os resultados finais ainda dependem da conclusão dessa etapa laboratorial.
Enquanto isso, o paciente segue isolado no INI/Fiocruz, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Paciente não relatou contato com áreas de surto
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, o viajante desembarcou no Brasil em 22 de maio. Além disso, ele informou não ter visitado áreas com surtos ativos de ebola durante sua passagem por Uganda.
O paciente também relatou não ter mantido contato com pessoas doentes e não apresentou alguns dos sintomas mais frequentemente associados à fase aguda da Doença pelo Vírus Ebola (DVE), como febre intensa e dores de cabeça persistentes.
As autoridades mantêm o acompanhamento rigoroso do caso até a emissão do resultado definitivo dos exames.
Entenda como ocorre a transmissão do ebola
A Fiocruz reforçou que o ebola não é transmitido pelo ar. Segundo a instituição, a transmissão ocorre apenas por contato direto com fluidos corporais e secreções de pessoas infectadas após o surgimento dos sintomas.
A fundação destacou que o risco de transmissão da doença no Brasil permanece baixo. Ainda assim, os órgãos de saúde seguem todos os protocolos de vigilância epidemiológica para garantir a segurança da população.




















































