O subsídio da gasolina pode ser retirado pelo governo federal já na próxima semana. A medida, no entanto, dependerá da evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã e dos impactos da crise sobre o mercado internacional de petróleo. A equipe econômica acompanha diariamente o cenário antes de tomar uma decisão definitiva.
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Inicialmente, o governo planejava encerrar o benefício de R$ 0,44 por litro ainda nesta semana. No entanto, a estratégia mudou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o fim do cessar-fogo com o Irã. Como resultado, aumentaram as preocupações com uma possível alta no preço do barril de petróleo nos mercados internacionais.
Segundo integrantes da equipe econômica, uma escalada da tensão no Oriente Médio pode comprometer o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. A rota é considerada estratégica, pois responde pelo escoamento de aproximadamente um quinto do petróleo comercializado em todo o mundo. Por isso, o governo avalia manter temporariamente o benefício caso o preço da commodity volte a subir de forma significativa.
Subsídio da gasolina depende do mercado internacional
Enquanto monitora o cenário externo, o Ministério da Fazenda avalia encerrar o benefício assim que houver maior estabilidade nos preços internacionais do petróleo. Além disso, técnicos consideram o impacto da medida sobre as contas públicas e sobre o bolso dos consumidores.
Segundo o pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre), Manoel Pires, a redução ou até mesmo o fim do subsídio encontra justificativa do ponto de vista fiscal. Isso porque os recursos destinados à política dependem, principalmente, da arrecadação proveniente dos royalties da exploração de petróleo.
De acordo com o especialista, o governo precisará medir cuidadosamente os efeitos da nova rodada de conflitos internacionais antes de definir o momento mais adequado para retirar o benefício. Além disso, ele destaca que uma eventual desaceleração na alta do petróleo reduziria tanto a arrecadação quanto a necessidade de manter o subsídio.
Enquanto isso, representantes do setor de combustíveis defendem cautela. Segundo eles, preços mais elevados afetam diretamente o consumo e reduzem o volume de vendas nos postos.
O presidente do Sindicombustíveis do Distrito Federal, Paulo Tavares, afirmou que o reajuste mais recente já provocou queda na demanda por gasolina. Além disso, ele alertou que novos aumentos poderão ampliar esse impacto sobre consumidores e revendedores.
O governo deverá anunciar nos próximos dias se manterá ou encerrará o benefício. A decisão dependerá, principalmente, da evolução da crise no Oriente Médio e do comportamento do mercado internacional de petróleo.





















































