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Renan Santos lança candidatura sob coro de “prendeu, matou”

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) lançou oficialmente sua campanha neste domingo (16), em um ato no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Durante o evento, apoiadores entoaram o coro “prendeu, matou”, enquanto o presidenciável usou um colete à prova de balas e direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

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Renan apresentou o evento como o primeiro de uma série de atos que pretende realizar em diferentes regiões do país. O candidato também tentou se colocar como uma alternativa à polarização entre petistas e bolsonaristas.

A escolha do Largo São Francisco teve ainda um significado pessoal para o candidato. Renan ingressou no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 2003, embora não tenha concluído a graduação.

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Renan Santos defende endurecimento na segurança

O discurso de Renan teve a segurança pública como um dos principais eixos. Segundo a proposta apresentada pelo candidato, ele pretende reduzir o número anual de homicídios para menos de 10 mil e eliminar territórios controlados por organizações criminosas até 2030.

Para alcançar esse objetivo, Renan defende medidas como operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), intervenções federais em estados onde facções exerçam controle territorial e federalização de casos relacionados ao crime organizado.

Além disso, o candidato propõe ampliar o confisco de patrimônio de integrantes de organizações criminosas. Ele também defende a construção de presídios destinados às lideranças de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O plano divulgado pelo partido inclui ainda propostas de endurecimento penal. Entre elas, aparecem a redução da maioridade penal, o fim da progressão de regime e das saídas temporárias para determinados crimes, além de penas mais severas.

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Candidato critica Lula e Flávio Bolsonaro

Durante o ato, Renan Santos buscou diferenciar sua candidatura dos dois principais polos da disputa. Ao falar sobre um eventual segundo turno, ele citou diretamente Flávio Bolsonaro e Lula.

“Já imaginaram se, ao invés do maldito Flávio, formos nós ao segundo turno contra o Lula?”, afirmou.

Na sequência, o candidato disse acreditar que poderia derrotar Lula em uma eventual disputa e destacou sua disposição para participar de debates.

Por outro lado, Renan concentrou parte significativa do discurso em críticas ao governo federal. Ele afirmou que o Brasil perdeu perspectivas de futuro e classificou o cenário nacional como uma “nação derrotada” e “sem esperança”.

O candidato também criticou a estratégia política de Lula e fez referências aos programas sociais do governo. Segundo Renan, sua campanha pretende apresentar uma alternativa aos dois grupos políticos que, na avaliação dele, dominam o debate nacional.

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O ato contou com a presença de integrantes do Missão e de nomes ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL). Entre eles estavam o candidato a vice-presidente, Aroldo Medina, o deputado federal Kim Kataguiri, a vereadora Amanda Vettorazzo e o ex-deputado estadual Arthur do Val.

Segurança e economia entre as propostas

Além da segurança pública, Renan Santos apresentou propostas para a economia e para a política internacional. O candidato defendeu reformas econômicas e afirmou que essas medidas poderiam contribuir para reduzir juros e ampliar a entrada de investimentos estrangeiros.

Da mesma forma, Renan citou as terras raras brasileiras como um recurso estratégico para negociações internacionais. Ele defendeu que o país utilize essas reservas para buscar acordos de transferência de tecnologia.

O uso do colete à prova de balas durante o lançamento também chamou atenção. A equipe de campanha informou, dois dias antes do evento, que havia comunicado à Polícia Federal uma suposta ameaça de morte contra o candidato.

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Segundo a campanha, mensagens publicadas na internet indicavam que o autor acompanharia os passos de Renan e ameaçaria matá-lo caso ele comparecesse ao Largo São Francisco.

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