A Defesa Civil da Faixa de Gaza estima que pelo menos 8 mil corpos sob escombros ainda permanecem soterrados em diferentes áreas do território. Segundo Mahmoud Bassal, porta-voz do órgão, os restos mortais estariam sob mais de 300 edifícios destruídos.
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As equipes de resgate enfrentam dificuldades para localizar e recuperar as vítimas. Além disso, a falta de equipamentos e outros recursos limita o trabalho dos socorristas. Segundo a ONU, a Defesa Civil palestina conta atualmente com apenas uma máquina de escavação em condições de uso.
Bassal afirmou que as equipes trabalham em conjunto com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para realizar as buscas. No entanto, o porta-voz destacou que a operação exige esforço físico, financeiro e psicológico dos profissionais envolvidos.
Corpos sob escombros exigem operação de resgate
De acordo com a Defesa Civil palestina, a recuperação dos corpos também é importante para a identificação das vítimas e para a preservação de possíveis evidências. Por isso, as autoridades locais pedem apoio internacional para ampliar a estrutura das operações.
A ONU informou que mais de 630 corpos e restos mortais foram recuperados de edifícios destruídos entre novembro de 2025 e setembro de 2026. Ainda segundo o Escritório de Direitos Humanos da organização, o número de pessoas que continuam desaparecidas sob os escombros supera 8 mil.
O órgão também alertou que, no ritmo atual, a recuperação dos restos mortais ainda soterrados pode levar pelo menos mais uma década. Dessa forma, a falta de equipamentos representa um dos principais obstáculos para acelerar as buscas.
Moradores de Gaza também pedem a entrada de equipamentos, ajuda humanitária e materiais necessários para a reconstrução. Aref Abdul Fattah, oficial de segurança local, citou a falta de recursos e as restrições de acesso como dificuldades enfrentadas pelas equipes.
Tareq Ghanem, representante de um campo de refugiados, defendeu a abertura das passagens de fronteira e a entrada de assistência humanitária. Segundo ele, os materiais também são necessários para reconstruir casas e permitir o retorno das famílias.
ONU registra mulheres e crianças entre os restos recuperados
O chefe do Escritório de Direitos Humanos da ONU no Território Palestino Ocupado, Ajith Sunghay, informou que cerca de metade dos restos mortais recuperados dos escombros na Cidade de Gaza neste mês correspondia a mulheres e crianças.
Em um dos locais analisados pela ONU, equipes recuperaram 96 corpos e restos mortais. Desse total, 58 eram crianças e 23 eram mulheres, segundo informações apresentadas por Sunghay. A maior parte do trabalho ocorreu manualmente, devido à falta de equipamentos adequados.
Sunghay afirmou que o acesso limitado a determinadas áreas dificulta uma operação coordenada de busca, recuperação e identificação. A organização também destacou a importância de preservar evidências enquanto as equipes trabalham nos locais destruídos.
Assim, a situação mantém milhares de famílias sem informações definitivas sobre parentes desaparecidos. Ao mesmo tempo, a Defesa Civil e organismos internacionais pedem recursos para ampliar as operações e permitir que os restos mortais sejam recuperados e identificados.























































