A Petrobras informou que, a partir de 1º de fevereiro de 2026, os preços de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras serão atualizados, com redução média de 7,8% em relação ao trimestre anterior. A atualização segue os contratos firmados entre a companhia e as distribuidoras e faz parte da política de reajustes trimestrais adotada pela estatal.
Leia também:
Preço da gasolina na bomba deve cair 1,54% com redução da Petrobras
Novo modelo de indexação entra em vigor
No início de 2026, passou a valer a parcela de preços indexada ao Henry Hub, referência do mercado de gás natural nos Estados Unidos, para as distribuidoras que optaram por esse modelo de indexação.
Além disso, os contratos continuam vinculados às oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio e, agora, também à variação do Henry Hub.
Na última segunda-feira (26), a Petrobras já havia anunciado uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras.
Redução considera vários fatores
Para o trimestre iniciado em fevereiro de 2026, a Petrobras levou em conta:
Variação do petróleo Brent;
Oscilação do Henry Hub;
Taxa de câmbio;
Volumes contratados pelas distribuidoras.
Segundo a companhia, o efeito combinado dessas referências resultou na redução média de 7,8% no preço da parcela referente à molécula do gás.
Preço pode variar entre distribuidoras
A Petrobras destacou que a redução final poderá variar conforme:
Produtos contratados;
Volumes efetivamente retirados;
Aplicação dos prêmios criados a partir de 2024.
Entre esses incentivos estão o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, que podem reduzir ainda mais o valor pago pelas distribuidoras.
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás vendido pela Petrobras acumula uma queda de aproximadamente 38%, já considerando o reajuste de fevereiro.
Preço ao consumidor depende de outros fatores
A estatal ressaltou que o preço final do gás natural ao consumidor não depende apenas do valor praticado pela Petrobras.
Também influenciam no valor:
Custos de transporte;
Portfólio de suprimento de cada distribuidora;
Margens das distribuidoras e postos de GNV;
Tributos federais e estaduais.
As tarifas finais são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação vigente.
Gás de cozinha não é afetado
A Petrobras esclareceu ainda que a atualização anunciada não se aplica ao GLP, o gás de cozinha vendido em botijões ou a granel. Segundo a empresa, o reajuste refere-se exclusivamente ao gás natural comercializado com as distribuidoras.






















































