Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (12) que estão investigando 60 países, entre eles o Brasil, sobre práticas comerciais desleais. O objetivo, segundo o representante para o comércio Jamieson Greer, é verificar se produtos fabricados com trabalho forçado estão sendo importados para o país.
“Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram obrigadas a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida pelo flagelo do trabalho forçado”, disse Greer. “Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir importações de bens produzidos com trabalho forçado”, acrescentou.
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Greer cita a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 como base legal para a investigação. O texto permite ao governo dos Estados Unidos agir contra práticas comerciais consideradas injustas ou discriminatórias que prejudiquem o comércio norte-americano. Caso encontre violações, a administração poderá impor tarifas adicionais ao determinado país por tempo indeterminado.
Veja a lista de países investigados:
. África do Sul, Argélia, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália
- Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil
- Camboja, Canadá, Catar, Cazaquistão, Chile, China , Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica
- Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador
- Filipinas
- Guatemala, Guiana
- Honduras, Hong Kong (China)
- Índia, Indonésia, Iraque, Israel
- Japão, Jordânia
- Kuwait
- Líbia
- Malásia, Marrocos, México
- Nicarágua, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia
- Omã
- Paquistão, Peru
- Reino Unido, República Dominicana, Rússia
- Singapura, Sri Lanka, Suíça
- Tailândia, Taiwan, Trinidad e Tobago, Turquia
- União Europeia, Uruguai
- Venezuela, Vietnã





















































