A decisão que autorizou o regime semiaberto para o policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte de Zaira Cruz, gerou revolta na família da vítima. O caso voltou a repercutir e reacendeu o debate sobre a progressão de pena em crimes graves. Em entrevista ao programa Patrulha da Cidade, da TV Ponta Negra, nesta terça-feira (17), a mãe da jovem, Ozanete Dantas, afirmou que recebeu a notícia com indignação. Segundo ela, a decisão trouxe de volta a dor da perda. “Amanheci de luto novamente”, declarou.
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Mãe critica decisão judicial
Zaira Cruz foi assassinada em 2019, em um caso que teve grande repercussão no Rio Grande do Norte. O réu foi condenado a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.
Durante a entrevista, a mãe relembrou o sofrimento da família e criticou o sistema judicial. Para ela, a legislação abre brechas que permitem a progressão de regime mesmo em situações consideradas graves.
“Ele vai para casa, e eu só encontro minha filha no cemitério”, afirmou.
Decisão seguiu critérios legais
A progressão para o semiaberto foi autorizada pela Justiça, mesmo após manifestação contrária do Ministério Público do Rio Grande do Norte. O órgão havia solicitado a realização de exame criminológico antes da mudança de regime.
No entanto, o Judiciário considerou que o condenado cumpriu os requisitos previstos em lei. Entre eles estão o tempo mínimo de pena cumprida, o bom comportamento carcerário e a ausência de faltas disciplinares.
Além disso, Ozanete Dantas destacou que a filha completaria 30 anos recentemente. Segundo ela, a data intensificou ainda mais o sofrimento. A mãe afirmou que convive diariamente com a ausência e que a dor permanece constante.
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