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MPRN recomenda inclusão de análise climática em licenciamentos ambientais em Natal

Justiça do RN rejeita ação que pedia suspensão de eventos na Praia de Miami, em Natal, por falta de provas de dano ambiental.
Foto: Ilustrativa

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal passe a exigir um diagnóstico climático em grandes obras na cidade. Essa análise deve fazer parte dos estudos de impacto ambiental apresentados por empresas que pretendem se instalar ou funcionar na capital potiguar. O objetivo é identificar como essas atividades podem afetar o equilíbrio do clima e o meio ambiente local.

O documento estabelece um prazo de 30 dias para que a Secretaria avalie a criação de uma norma própria sobre o assunto. A recomendação pede que os estudos técnicos passem a medir a quantidade de gases de efeito estufa que serão emitidos pelos projetos. Além disso, as empresas devem informar como o empreendimento afetará elementos da natureza que ajudam a regular a temperatura e o clima na região.

A iniciativa da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente baseia-se no consenso científico de que atividades humanas, como a queima de combustíveis e o desmatamento, agravam o efeito estufa. O aumento desses gases na atmosfera provoca eventos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e o aumento do nível do mar. Essas mudanças colocam em risco a saúde, a produção de alimentos e a segurança de toda a população.

Prevenir danos ambientais

A recomendação também cita que o Brasil assumiu compromissos internacionais para reduzir a poluição e proteger o sistema climático. Outros estados brasileiros já adotam critérios semelhantes em seus processos de licenciamento. O Ministério Público reforça que o poder público tem o dever de prevenir danos ambientais e garantir que o desenvolvimento econômico ocorra sem prejudicar o direito das pessoas a um ambiente equilibrado.

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Com a inclusão do diagnóstico climático, será possível analisar alternativas tecnológicas e locacionais mais adequadas para a instalação de empresas. A proposta é que, desde o planejamento até a desativação de uma atividade, existam medidas para diminuir ou compensar os impactos negativos ao clima. O MPRN disponibilizou sugestões de parâmetros técnicos para auxiliar a Prefeitura na elaboração dessas novas regras.

A recomendação do MPRN busca modernizar o licenciamento ambiental na capital potiguar, tratando a mudança do clima como uma política pública essencial. O MPRN aguarda agora a resposta da Secretaria municipal sobre a viabilidade de colocar essas exigências em prática conforme as orientações enviadas.

MPRN

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