Política

Fachin autoriza AGU a atuar em processo contra Moraes nos EUA

Processo contra Moraes nos EUA terá atuação da AGU após autorização de Edson Fachin. Caso envolve ação movida pela Rumble e Trump Media

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou a atuação da Advocacia-Geral da União no processo contra Moraes nos EUA, movido pela Rumble e pela Trump Media. A decisão ocorreu após um pedido formal encaminhado pelo órgão jurídico do governo federal.

Em ofício enviado ao STF, o advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, colocou a AGU à disposição para atuar no caso. Além disso, destacou a relevância jurídica e institucional da ação.

Fachin cita defesa do Estado brasileiro

Ao responder ao pedido, Fachin afirmou que a participação da AGU é necessária. Segundo ele, o órgão deve atuar na defesa dos interesses do Estado brasileiro diante das ações judiciais em curso nos Estados Unidos.

Para o presidente do STF, a discussão vai além da situação individual do ministro Alexandre de Moraes.

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“Assim, o que está em questão, para além da figura individual de ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, declarou.

Além disso, Fachin ressaltou que o caso possui repercussões institucionais relevantes para o país.

Moraes recebeu notificação por e-mail

No fim de maio, Alexandre de Moraes recebeu uma notificação por e-mail relacionada ao processo que tramita na Justiça Federal da Flórida. A mensagem chegou ao gabinete do ministro e também ao setor de comunicação do STF.

O documento informava que a ausência de resposta poderia resultar em julgamento à revelia.

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Além disso, a comunicação orientava Moraes a apresentar defesa ou petição ao tribunal responsável pelo caso.

Justiça da Flórida autorizou continuidade da ação

Em 22 de maio, a Justiça Federal da Flórida acolheu um pedido apresentado pela Rumble e pela Trump Media, empresa proprietária da rede social Truth Social.

Com isso, o tribunal autorizou o prosseguimento da ação por meio de citação eletrônica.

Na prática, Alexandre de Moraes passou a responder formalmente ao processo nos Estados Unidos.

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Segundo a decisão, as empresas tentaram realizar a citação pelos mecanismos previstos na Convenção de Haia. No entanto, o tribunal concluiu que houve dificuldades durante o procedimento.

Por esse motivo, a Justiça norte-americana considerou válida a notificação enviada por e-mail.

Entenda a origem do processo

A ação foi protocolada nos Estados Unidos em fevereiro de 2025. Segundo a Rumble e a Trump Media, o processo questiona decisões atribuídas a Moraes.

As empresas alegam que receberam determinações para remover perfis e fornecer dados de usuários localizados em território norte-americano.

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Além disso, afirmam que as ordens chegaram por e-mail e continham previsão de sanções em caso de descumprimento.

Enquanto isso, a plataforma Rumble permanece bloqueada no Brasil desde fevereiro de 2025.

Agora, com a autorização concedida por Fachin, a AGU poderá atuar oficialmente no caso. Dessa forma, o governo brasileiro passará a acompanhar mais de perto uma disputa que envolve soberania nacional, jurisdição internacional e a atuação das instituições brasileiras.

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