A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou nesta segunda-feira (15) que nunca autorizou qualquer atividade esportiva ou de outra natureza na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A manifestação ocorreu após a morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump realizado no último sábado (13).
Segundo a secretaria, desde 2024 o órgão solicita apoio das prefeituras da região para restringir o acesso ao local. Além disso, a SPU informou que a ponte chegou a permanecer bloqueada por alguns meses. No entanto, a reabertura passou a ser discutida e defendida por empresários locais durante uma sessão na Câmara Municipal de Limeira.
A manifestação também ocorre após a Prefeitura de Limeira anunciar a intenção de processar o governo federal por omissão. De acordo com a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso da estrutura pertence exclusivamente à União. Além disso, a prefeitura afirma que cobra providências dos órgãos federais desde 2025, mas não recebeu resposta.
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SPU cobra ação conjunta entre os órgãos públicos
Na nota divulgada nesta segunda-feira, a Secretaria de Patrimônio da União defendeu uma atuação integrada entre os diferentes níveis de governo.
“O poder público precisa, imediatamente, unir esforços para impedir de forma definitiva o acesso à Ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais”, afirmou o órgão.
Além disso, a secretaria destacou que será necessário discutir, de forma conjunta, o futuro da estrutura.
A SPU também lamentou a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas e esclareceu que a ponte integra um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Segundo o órgão, a estrutura está localizada no interior de propriedades particulares.
Ainda de acordo com a secretaria, o processo de incorporação da ponte ao patrimônio da União recebeu autorização apenas em 2026.
Investigação apura falha nos equipamentos
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após sofrer uma queda durante a prática de rope jump. Conforme as informações iniciais da investigação, uma falha na fixação dos equipamentos de segurança pode ter provocado o acidente.
Após o ocorrido, seis pessoas foram conduzidas à delegacia. Três delas permaneceram presas e responderão por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte.
Enquanto as investigações avançam, autoridades discutem medidas para impedir novas ocorrências no local e reforçar o controle de acesso à estrutura.






















































