A polícia do Paquistão resgatou uma mulher francesa e seus cinco filhos após mais de 12 anos em cárcere privado. O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (24), após divulgação da BBC.
Sylvie Yasmina, de 54 anos, relatou que sofreu violência física e psicológica desde 2014. Naquele período, ela deixou a Austrália e passou a viver com a família no Paquistão.
Além disso, a investigação aponta que o marido controlou a rotina da família durante todo esse período.
Denúncia de um dos filhos levou a polícia até a residência
O caso veio à tona quando um dos filhos conseguiu sair da residência sem ser percebido. Em seguida, ele procurou as autoridades na cidade de Bara, na província de Khyber Pakhtunkhwa.
Logo depois da denúncia, policiais seguiram até o imóvel e iniciaram a operação.
No local, os agentes encontraram Sylvie e os cinco filhos em um cômodo pequeno e em condições precárias. Segundo a polícia, todos apresentavam sinais de agressões.
Família viveu isolada durante mais de uma década
Além disso, os investigadores concluíram que a família viveu isolada e sem contato com a sociedade local. O marido restringia a circulação dos familiares e impedia qualquer contato com outras pessoas.
Diante dessa situação, Sylvie afirmou: “Fomos privados da liberdade. Meu marido não cuidava de nós como deveria cuidar da esposa e dos filhos. Ele nos agredia diariamente”.
Crianças ficaram sem acesso à educação
De acordo com a investigação, os dois filhos mais velhos abandonaram os estudos após a mudança para o Paquistão. Já os três mais novos nasceram no país e nunca frequentaram uma escola.
Enquanto isso, a polícia prendeu o marido da vítima, um cidadão paquistanês cuja identidade segue preservada pelas autoridades.
Segundo a investigação, ele conheceu Sylvie na Austrália, e os dois se casaram em 2003.
Família recebe assistência e pretende voltar à França
Após o resgate, as autoridades levaram Sylvie e os filhos para um abrigo na cidade de Peshawar. Desde então, a família recebe atendimento e acompanhamento especializado.
Por fim, a polícia informou que o grupo pretende retornar à França nos próximos meses, assim que concluir os procedimentos legais.


















































