Zelensky diz que a Rússia acumulou mais de 225 mil baixas militares nos primeiros sete meses deste ano de guerra na Ucrânia. A declaração foi feita nesse sábado (25) pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por meio das redes sociais. Além disso, o líder afirmou que o Kremlin prepara uma nova mobilização para ampliar o efetivo das Forças Armadas e manter a ofensiva militar nos próximos meses.
Leia também:
Netanyahu apoia Flávio em convenção do PL
Segundo Zelensky, relatórios de inteligência apontam que o presidente russo, Vladimir Putin, trabalha para expandir o recrutamento de soldados ainda neste segundo semestre. Conforme o chefe do governo ucraniano, o número de mortos e feridos já supera a quantidade de novos militares incorporados pela Rússia neste ano.
Zelensky diz que Rússia prepara nova mobilização
De acordo com o presidente da Ucrânia, cerca de 221 mil pessoas foram incorporadas às Forças Armadas russas entre janeiro e julho. No entanto, as perdas militares chegaram a aproximadamente 225,5 mil soldados no mesmo período.
Ainda segundo Zelensky, desse total, cerca de 131 mil militares morreram e quase 93 mil ficaram feridos durante os combates. Além disso, ele afirmou que muitos dos feridos sofreram lesões graves devido às condições precárias de atendimento médico nas áreas de conflito.
“Temos relatórios de inteligência abrangentes sobre os planos da Rússia para o outono. Putin está preparando as condições para expandir a mobilização. Suas cifras de baixas falam por si mesmas”, escreveu o presidente ucraniano.
O líder também declarou que Moscou pretende enviar mais combatentes para o campo de batalha e afirmou que essa estratégia apenas prolongará o conflito.
Apelo por mais pressão internacional
Além das acusações sobre uma nova mobilização, Zelensky voltou a defender o aumento da pressão internacional contra a Rússia. Segundo ele, a comunidade internacional precisa atuar para criar condições que favoreçam o encerramento da guerra.
“É crucial que, junto com nossos parceiros, exerçamos pressão suficiente sobre a Rússia para que a ideia de encerrar essa agressão se torne a dominante — a ideia de paz, não de outra mobilização russa”, afirmou.
O presidente ucraniano citou o fortalecimento da cooperação entre Moscou e a Coreia do Norte como um fator de preocupação para a segurança internacional, embora não tenha detalhado novas ações conjuntas entre os dois países.
Enquanto isso, a Rússia ainda não comentou oficialmente as declarações divulgadas por Zelensky. O governo de Vladimir Putin também não respondeu às acusações sobre o número de baixas nem confirmou qualquer plano para uma nova mobilização militar.




















































