A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta segunda-feira (31), dois mandados de prisão contra investigados por integrar uma organização criminosa com atuação no estado do RN. Os homens, investigados por envolvimento em ações criminosas ocorridas no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal, foram localizados e presos nos estados do Rio de Janeiro e de Pernambuco, durante a “Operação Relikário”. Os mandados foram expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM).
No Rio de Janeiro, um homem de 19 anos foi localizado e preso no bairro de Copacabana, na capital fluminense. Segundo as investigações, ele teria participado de ações promovidas pela organização criminosa durante confrontos entre grupos criminosos ocorridos na comunidade de Mãe Luíza, em Natal, no início deste ano.
Após os fatos, o investigado deixou o Rio Grande do Norte e passou a se esconder na comunidade Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. A partir do intercâmbio de informações e de diligências de inteligência realizadas conjuntamente pelas Polícias Civis do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro, o homem foi localizado em Copacabana e capturado.
Homem foi preso em Caruaru
Em Pernambuco, um homem de 24 anos foi preso em uma pousada no município de Caruaru, no Agreste pernambucano. A captura ocorreu durante ação conjunta das Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. As investigações apontam que ele teria deixado o território potiguar após participar de ações criminosas relacionadas à organização investigada.
De acordo com as investigações, foram reunidos elementos que indicam a atuação dos investigados em favor de uma organização criminosa de elevada periculosidade e presente em diferentes estados. O trabalho investigativo, aliado às ações de inteligência e ao intercâmbio de informações entre as instituições envolvidas, possibilitou a localização dos alvos e o cumprimento dos mandados fora do Rio Grande do Norte.
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Os dois investigados possuem registros criminais anteriores. Após os procedimentos cabíveis, permanecerão à disposição da Justiça.
O nome da “Operação Relikário” faz referência ao relicário, objeto utilizado para guardar relíquias, em alusão a uma expressão empregada por integrantes da organização criminosa para se autodenominarem.
A ação contou com o apoio das Polícias Civis do Rio de Janeiro e de Pernambuco, além do Projeto Capturas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), reforçando a integração entre as forças de segurança no enfrentamento interestadual ao crime organizado.
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