O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que o celular original do banqueiro Daniel Vorcaro permanece com a Polícia Federal (PF). Segundo Mendonça, seu gabinete recebeu apenas uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho.
A informação consta em uma manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, após um pedido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin.
Cópia dos dados está lacrada
De acordo com Mendonça, a Polícia Federal entregou ao gabinete uma cópia dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O material está armazenado em um HD criptografado.
Além disso, o HD permanece dentro de um envelope lacrado. Mendonça afirmou que a cópia continua intacta e não foi aberta pelo gabinete.
Dessa forma, o ministro esclareceu que não possui o aparelho original. O celular de Vorcaro continua sob responsabilidade da Polícia Federal.
Zanin pediu acesso aos dados completos
Cristiano Zanin havia solicitado a Fachin acesso às mídias completas do celular de Daniel Vorcaro. O objetivo é permitir uma análise integral do conteúdo extraído do aparelho.
Após receber o pedido, Fachin solicitou informações a Mendonça sobre a existência e a disponibilidade do material.
Na manifestação, porém, Mendonça não informou se pretende liberar a cópia dos dados para Zanin. Portanto, o conteúdo permanece lacrado até o momento.
Celular de Vorcaro está no centro do caso Master
O conteúdo do celular de Daniel Vorcaro ganhou importância nas investigações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal analisou mensagens encontradas no aparelho e produziu um relatório sobre conversas entre o banqueiro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
Segundo informações já divulgadas, o relatório reúne mensagens enviadas por Vorcaro entre outubro e novembro de 2025. Em parte das conversas, o então controlador do Banco Master tratava de investigações envolvendo a instituição.
As mensagens também estão no centro de uma disputa dentro do STF sobre a condução do caso.
Além disso, o pedido de Zanin ocorre em meio à discussão sobre o acesso integral aos elementos da investigação. O ministro busca analisar diretamente as mídias extraídas do aparelho, e não apenas os dados selecionados no relatório produzido pela PF.
Mendonça ainda não decidiu sobre compartilhamento
Por enquanto, Mendonça não informou se a cópia de segurança será disponibilizada a Zanin. O material continua armazenado em HD criptografado e dentro de envelope lacrado.
Assim, a manifestação do ministro esclarece onde está a cópia dos dados, mas não representa uma autorização para acesso ao conteúdo.
O caso segue sob análise no Supremo Tribunal Federal.
