O afastamento de Moraes é defendido por 34% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesse sábado (12). O levantamento avaliou a opinião dos entrevistados sobre as medidas que deveriam ser adotadas em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio às investigações envolvendo o Banco Master.
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De acordo com a pesquisa, 28% dos entrevistados consideram que Moraes deveria sofrer impeachment. Além disso, 13% defendem que o ministro renuncie ao cargo no STF.
Entre aqueles que avaliam que nada deveria acontecer com o magistrado, 7% afirmam que não há irregularidade nas mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Outros 5% consideram ilegal o vazamento das informações relacionadas à investigação. Já 13% preferiram não responder.
Pesquisa aponta diferença nas avaliações dos ministros
O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre André Mendonça. Nesse caso, 37% defendem o afastamento temporário do ministro, enquanto 12% consideram que ele deveria enfrentar um processo de impeachment.
A pesquisa ocorre em meio a uma crise interna no STF. O episódio ganhou força no início de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com informações extraídas do celular de Vorcaro, preso preventivamente por suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.
Segundo a pauta da investigação, o documento reúne contatos, mensagens e referências a encontros envolvendo um número identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Além disso, diálogos analisados pela Polícia Federal incluem pedidos atribuídos a Vorcaro para que Moraes atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em outra conversa mencionada na investigação, Vorcaro teria questionado Moraes sobre a possibilidade de deixar o país diante de uma eventual prisão.
Crise interna envolve Moraes, Mendonça e Fachin
Após os achados da Polícia Federal, Mendonça solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Moraes. No entanto, Gonet considerou nula a apuração, sob o argumento de que o plenário da Corte não havia sido consultado, conforme a legislação citada no caso.
Na sequência, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça. O ministro apontou possível usurpação da prerrogativa investigativa da Polícia Federal e mencionou possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Moraes também incluiu Mendonça no chamado inquérito das fake news, que tramita sob sua relatoria e apura ataques contra ministros do STF. Fachin, entretanto, retirou o pedido de investigação contra Mendonça desse procedimento.
Assim, Fachin determinou que o caso fosse analisado no mesmo procedimento relacionado ao relatório da Polícia Federal sobre Vorcaro. O presidente do STF deu cinco dias para Mendonça apresentar manifestação e também solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República.
O cenário provocou críticas de entidades e avaliações de ex-ministros do STF, que classificaram o momento como uma das crises mais graves da história da Corte. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou a criação de uma comissão para analisar a conduta dos ministros e possíveis medidas judiciais.
Metodologia do Datafolha
O Datafolha realizou a pesquisa a pedido da Folha de S.Paulo e da Globo. Ao todo, o instituto entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 10 de setembro.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.
























































