A Bachelet desiste candidatura à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) após o resultado da mais recente consulta informal do Conselho de Segurança. A ex-presidente do Chile anunciou a decisão nesse sábado (19), por meio de uma publicação nas redes sociais.
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Bachelet buscava suceder António Guterres, cujo segundo mandato à frente da organização termina em 31 de dezembro de 2026. No entanto, a candidatura perdeu apoio nas consultas realizadas entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança.
Na votação mais recente, Bachelet recebeu apenas um voto favorável, enquanto 11 integrantes se posicionaram contra sua candidatura e três indicaram não ter opinião. Em agosto, ela havia registrado dois votos favoráveis, seis contrários e sete abstenções.
Bachelet desiste candidatura após consulta na ONU
Em mensagem divulgada nas redes sociais, a ex-presidente afirmou que não se arrepende de ter assumido a disputa. Além disso, Bachelet destacou que sua candidatura ajudou a ampliar o debate sobre a possibilidade de uma mulher latino-americana comandar a ONU.
Segundo a ex-presidente, a campanha também serviu para defender princípios como o multilateralismo, o direito internacional, a democracia e os direitos humanos. Assim, ela afirmou que pretende continuar atuando na arena internacional.
A candidatura recebeu apoio do Brasil e do México. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia recebido Bachelet em Brasília durante as articulações relacionadas à sucessão na organização. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum também declarou apoio à candidatura desde o início do processo.
O Chile retirou o respaldo à candidatura durante o processo. A decisão ocorreu antes da retirada anunciada pela ex-presidente neste sábado.
Disputa pela Secretaria-Geral da ONU
Com a saída de Bachelet, a disputa pela Secretaria-Geral da ONU segue em andamento. Na consulta informal realizada na sexta-feira (18), Rebeca Grynspan, da Costa Rica, recebeu nove votos favoráveis, enquanto Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, obteve oito.
A consulta do Conselho de Segurança tem caráter informal e não define, por si só, o próximo secretário-geral. Entretanto, o Conselho precisa recomendar um nome à Assembleia Geral, que fará a aprovação final.
O processo ainda depende de novas etapas e de negociações entre os integrantes do Conselho de Segurança. Além disso, os cinco membros permanentes — Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido — possuem poder de veto.
Bachelet ocupou a Presidência do Chile em dois períodos, entre 2006 e 2010 e de 2014 a 2018. Na estrutura das Nações Unidas, ela também comandou a ONU Mulheres e exerceu o cargo de alta comissária para os Direitos Humanos.
























































