O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) poderá permanecer em território norte-americano pelo tempo que desejar. A declaração ocorreu durante uma conversa com jornalistas em uma festa de Halloween realizada em Mar-a-Lago, na Flórida. Apesar da manifestação de apoio, Trump disse que não pretende se encontrar com o parlamentar brasileiro.
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“Não tenho planos de me reunir com ele, mas ele foi tratado de forma mesquinha. Ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser. Na minha opinião, a eleição foi uma desgraça”, declarou o presidente dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), com destino aos Estados Unidos. A viagem ocorreu apesar de uma decisão judicial que o proibia de deixar o país.
Segundo as informações da pauta, o senador atravessou a fronteira entre Brasil e Argentina por via terrestre. Depois, embarcou em um avião particular na cidade argentina de Puerto Iguazú e fez uma escala no Equador antes de seguir para Miami.
Flávio Bolsonaro entrou nos EUA por autorização humanitária
A entrada do senador nos Estados Unidos ocorreu por meio da chamada humanitarian parole, modalidade de autorização humanitária que permite a permanência temporária de estrangeiros no país. Esse tipo de autorização costuma ter duração de até um ano.
A viagem aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro. Além disso, o senador é alvo de duas investigações que apuram indícios de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal também já considerava a possibilidade de o parlamentar deixar o Brasil. Nesse contexto, a saída do senador passou a repercutir nas relações políticas entre os dois países.
Marco Rubio nega envolvimento do governo dos EUA
Também no sábado (31), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente dos preparativos para a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Durante um encontro do G20 em Atlanta, no estado da Geórgia, Rubio explicou que Trump havia autorizado a entrada do senador caso ele chegasse por um ponto oficial de imigração.
“Permitimos que ele entrasse no país, o que de fato aconteceu, mas não participamos de nenhum dos preparativos para sua saída. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido em nenhuma das movimentações realizadas”, afirmou Rubio.
A declaração contrasta com uma reportagem do jornal The Wall Street Journal, que apontou a participação de Jason Miller, assessor da Casa Branca, na organização da viagem. No entanto, Rubio negou o envolvimento direto do governo norte-americano nas movimentações.
Rubio e Mauro Vieira discutem novo encontro
Na sexta-feira (30), Marco Rubio se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante a programação do G20, em Atlanta.
Além disso, os dois representantes combinaram uma nova reunião nas próximas semanas, durante o encontro do G7, na França. O Brasil deverá participar do evento na condição de observador.


























































