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Proteção a menores vira lei sancionada por Lula

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A proteção a menores vítimas de violência sexual ganhou reforço na legislação brasileira após sanção presidencial neste domingo (8). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que estabelece presunção absoluta de vulnerabilidade para crianças com menos de 14 anos vítimas de estupro.

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A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no Dia Internacional da Mulher. Além disso, a nova legislação altera o artigo 217-A do Código Penal Brasileiro para impedir interpretações que reduzam a proteção legal às vítimas.

Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou a importância da medida. Segundo ele, a mudança garante uma redação clara na lei e evita tentativas de relativizar crimes contra crianças.

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“Agora não há mais brechas para relativizações, nem chances para que abusadores tentem se livrar das penas alegando consentimento ou ausência de gravidez”, afirmou Lula.

Além disso, o presidente classificou a nova legislação como um avanço necessário para enfrentar a violência sexual infantil no país.

Proteção a menores reforça combate à violência

A proposta que fortalece a proteção a menores foi apresentada pela deputada federal Laura Carneiro. Segundo o governo federal, a lei determina que a condição de vulnerabilidade de vítimas menores de 14 anos não pode ser questionada ou reduzida com base em circunstâncias específicas.

Em primeiro lugar, a nova redação deixa claro que o crime de estupro de vulnerável independe de qualquer suposto consentimento da vítima. Da mesma forma, a lei estabelece que fatores como experiência sexual anterior, relacionamento com o agressor ou eventual gravidez não interferem na responsabilização criminal.

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Segundo o Palácio do Planalto, a mudança responde a decisões judiciais recentes que relativizaram a condição de vulnerabilidade em determinados casos. Assim, o objetivo é evitar interpretações que diminuam a gravidade do crime ou reduzam a punição prevista na legislação.

Além disso, o governo ressaltou que a nova norma não cria um tipo penal diferente nem altera as penas já previstas. No entanto, ela consolida o entendimento jurídico de que a proteção às vítimas deve prevalecer de forma absoluta nesses casos.

Mudança busca ampliar segurança jurídica

Conforme explicou o governo federal, a legislação brasileira já considera vulneráveis, para fins de tipificação do crime de estupro, crianças menores de 14 anos e pessoas que não possuem capacidade de oferecer resistência.

No entanto, decisões judiciais anteriores chegaram a analisar circunstâncias específicas do caso para relativizar essa condição. Por esse motivo, o Congresso aprovou a proposta para eliminar qualquer margem de interpretação nesse tipo de crime.

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