Motoristas por aplicativo de todo o Brasil realizam uma manifestação de motoristas no dia 14 de abril. O ato nacional surge como reação direta ao Projeto de Lei 152 (PL 152), que, segundo a categoria, pode levar a um colapso financeiro no setor.
De acordo com o Movimento Nacional dos Motoristas por Aplicativos, a mobilização busca pressionar o Congresso e alertar a população sobre os impactos do projeto. Além disso, o movimento afirma que o texto compromete a sustentabilidade da atividade em diversas cidades.
Manifestação de motoristas por aplicativo pressiona o Congresso
O deputado Luiz Gastão, do PSD do Ceará, apresentou a proposta, enquanto o deputado Augusto Coutinho, do Republicanos de Pernambuco, atua como relator. Ao mesmo tempo, o deputado Joaquim Passarinho, do PL do Pará, preside a comissão especial, e o deputado Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, conduz os trabalhos na Câmara.
Segundo os motoristas, o projeto impõe novos encargos sem corrigir a divisão de receitas com as plataformas. Dessa forma, a proposta aumenta ainda mais a pressão sobre quem executa o serviço diariamente.
Custos elevados e baixa margem preocupam categoria
Atualmente, a categoria já enfrenta um cenário financeiro apertado. Por um lado, as plataformas retêm até 60% do valor das corridas. Por outro, o combustível consome entre 25% e 35% da receita bruta.
Além disso, os motoristas ainda arcam com manutenção, seguros e depreciação, que representam mais 15% a 25% dos ganhos. Como resultado, a margem líquida frequentemente fica abaixo de 10% e, em alguns casos, torna-se negativa.
Diante desse contexto, os profissionais avaliam que o PL 152 agrava um modelo que já apresenta desequilíbrios significativos.
Impactos podem atingir milhões de motoristas
Além das perdas individuais, a manifestação de motoristas por aplicativo destaca efeitos mais amplos. Entre os principais impactos previstos, estão:
- Mais de 1,5 milhão de motoristas afetados;
- Possível saída em massa da atividade;
- Redução da oferta de transporte nas cidades;
- Pressão sobre tarifas e serviços;
- Riscos à segurança viária devido ao envelhecimento da frota.
Consequentemente, a categoria alerta que a diminuição de motoristas pode sobrecarregar o transporte público, que já apresenta limitações em várias regiões do país.
Categoria pede diálogo e mudanças no projeto
Apesar das críticas, os motoristas defendem a regulamentação do setor. No entanto, eles cobram participação efetiva nas discussões e ajustes no texto.
Por fim, a mobilização do dia 14 representa uma tentativa de abrir diálogo e corrigir pontos considerados críticos. Caso contrário, segundo o movimento, o país pode enfrentar uma crise no transporte por aplicativos, com impactos diretos para trabalhadores e usuários.





















































