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Planos de saúde coletivos sobem 9,9% em 2026

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar de representar a menor alta dos últimos cinco anos, o percentual ainda supera mais que o dobro da inflação oficial do período.

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Conforme a ANS, os reajustes analisados correspondem aos aumentos aplicados pelas operadoras entre janeiro e fevereiro deste ano. Os contratos coletivos incluem planos empresariais, associações de classe e contratos realizados por empresários individuais.

Além disso, a última vez que os reajustes ficaram abaixo do percentual atual ocorreu em 2021, durante a pandemia de covid-19, quando os planos subiram 6,43%. Naquele período, o isolamento social reduziu a realização de consultas, exames e cirurgias eletivas, impactando diretamente os custos do setor.

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De acordo com os dados históricos divulgados pela agência, os aumentos variaram bastante nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, os reajustes médios chegaram a 14,13%. Já em 2024, o percentual ficou em 13,18%.

Planos de saúde coletivos superam inflação

Embora o reajuste de 9,9% seja inferior ao registrado em anos anteriores, o percentual segue acima da inflação oficial. Em fevereiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de 3,81%.

A ANS argumenta que a comparação direta entre inflação e reajuste dos planos não deve ocorrer de forma simples. Segundo a agência, o cálculo considera fatores específicos do setor de saúde, como aumento dos custos médicos, preços de serviços e frequência de utilização dos planos.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar aumentos considerados superiores à inflação, principalmente em contratos coletivos.

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Nos planos coletivos, os reajustes acontecem por livre negociação entre empresas contratantes e operadoras de saúde. Diferentemente disso, os planos individuais possuem reajustes definidos diretamente pela ANS.

Conforme levantamento do órgão regulador, os contratos com até 29 beneficiários tiveram reajuste médio de 13,48% em 2026. Já os planos com 30 ou mais vidas registraram aumento médio de 8,71%.

Setor registra crescimento e lucro recorde

Os dados mais recentes da ANS apontam que o Brasil possui cerca de 53 milhões de vínculos em planos de saúde. Em um ano, o setor ganhou aproximadamente 906 mil novos contratos.

Os planos de saúde coletivos representam a maior parte do mercado. Atualmente, 84% dos beneficiários estão vinculados a esse tipo de contrato.

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Ainda segundo a agência, o setor de saúde suplementar movimentou R$ 391,6 bilhões em receitas durante 2025. O lucro líquido acumulado alcançou R$ 24,4 bilhões, considerado o maior já registrado pela ANS.

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