Israel toma castelo histórico no sul do Líbano e amplia sua presença militar em uma das regiões mais sensíveis do Oriente Médio. A operação ocorreu neste domingo (31), quando tropas israelenses assumiram o controle do Castelo de Beaufort, uma fortaleza com cerca de 900 anos de história localizada em uma posição estratégica na região.
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Segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o governo determinou o reforço das operações militares e a expansão do controle israelense sobre áreas anteriormente dominadas pelo Hezbollah. Além disso, a ação acontece mesmo com um cessar-fogo em vigor há mais de seis semanas entre as partes.
De acordo com o Exército israelense, a tomada da fortaleza representa um avanço importante contra o grupo armado apoiado pelo Irã. No entanto, a ofensiva também aumenta a tensão na fronteira entre os dois países.
Israel toma castelo e amplia operação militar
Conforme informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel, a operação teve como objetivo garantir o controle da cordilheira de Beaufort e da região de Wadi al-Saluki. Além disso, os militares afirmam que a área era utilizada pelo Hezbollah para realizar ataques contra o território israelense.
Segundo o comunicado oficial, centenas de projéteis foram lançados da região ao longo dos últimos meses. Por isso, as forças israelenses consideram o local estratégico para reduzir a capacidade operacional do grupo.
Enquanto isso, a captura do Castelo de Beaufort oferece uma posição elevada que permite ampla visão de áreas do sul do Líbano e do norte de Israel. Dessa forma, o ponto fortalece a presença militar israelense em uma região marcada por confrontos frequentes.
Durante a operação, um soldado israelense morreu. Entretanto, as autoridades militares não divulgaram detalhes adicionais sobre as circunstâncias da ocorrência.
Conflito continua apesar do cessar-fogo
A ofensiva ocorreu após um dos dias mais intensos de ataques do Hezbollah contra o norte de Israel desde a assinatura da trégua em abril. No sábado (30), os disparos provocaram o fechamento de escolas e a adoção de restrições em diversas localidades israelenses.
O governo do Líbano criticou a ampliação das operações militares. O primeiro-ministro libanês acusou Israel de adotar uma política de “terra arrasada” no sul do país à medida que avança com sua ofensiva terrestre.
Até o momento, nem o Hezbollah nem o governo libanês divulgaram posicionamentos detalhados sobre a tomada do Castelo de Beaufort. Contudo, especialistas avaliam que a ação pode elevar ainda mais a tensão na região.






















































