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Petróleo atinge maior preço em um mês com guerra

Barris de petróleo | Reprodução

Os preços do petróleo disparam nesta terça-feira (14), para o patamar mais alto em quatro semanas. Movimento foi provocado pela retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e pelo risco em torno do fluxo do Estreito de Ormuz, que caiu ao menor nível em dois meses.

A escalada reacende entre investidores o temor de que a trégua fechada em junho entre os dois países tenha se rompido de vez, devolvendo ao mercado um prêmio de risco que parecia estar indo embora, segundo a Reuters.

Por volta das 5h18 (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent para setembro subia US$ 2,77, equivalente a 3,33%, para US$ 86,07 o barril, depois de oscilar entre US$ 82,99 e US$ 86,70 na sessão.

O West Texas Intermediate (WTI) para agosto, referência de preços nos EUA, avançava 2,69%, para US$ 80,24, com mínima de US$ 77,91 e máxima de US$ 81,11.

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O Brent segue, assim, no maior nível desde 12 de junho, e o WTI, no mais alto desde 16 de junho. Os dois contratos haviam recuado depois que Washington e Teerã assinaram, em 17 de junho, um memorando de entendimento para encerrar o conflito.

Cessar-fogo parece ter chegado ao fim

A analista do banco ANZ, Soni Kumari, vê que, apesar de as potências terem estabelecido um cessar-fogo, “isso não durou nem algumas semanas”, disse à Reuters. “Essa é, portanto, a preocupação que o mercado está tentando precificar neste momento.”

“Acreditamos que o pico da escalada já ficou para trás, mas existem riscos de alta para os preços do petróleo caso essas interrupções persistam, o que manterá as cotações na faixa de US$ 85 a US$ 90”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reimpôs um bloqueio naval a embarcações iranianas e chegou a propor cobrar, nos últimos dias, uma taxa de 20% para garantir a segurança de navios que cruzam Ormuz.

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Ataques atingem petroleiros em Ormuz

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, ainda, na segunda-feira, 13, que dois petroleiros do país foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos na faixa sul do Estreito, em águas territoriais de Omã.

Um tripulante indiano morreu e outros oito ficaram feridos no ataque. Dados de navegação divulgados no mesmo dia mostraram que o número de petroleiros passando pelo local caiu para o menor nível em dois meses.

Além disso, o Citi apontou que cresceu a probabilidade de o regime iraniano abandonar de vez o cessar-fogo, ao menos até depois das eleições de meio de mandato nos EUA, o que, conforme divulgou a agência, tende a manter os preços do petróleo altos.

Já o Irã garante que suas exportações seguem normalmente. O ministro do petróleo do país, Mohsen Paknejad, disse que os embarques continuam de forma regular.

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