Crise no PL continua marcando os bastidores da legenda, segundo declarou o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, em entrevista concedida ao SBT News nesse sábado (11). De acordo com ele, apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá convencer a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Bolsonaro cita Flávio como seu “porta-voz”
A declaração ocorreu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro divulgou uma carta na qual classificou o filho como seu “porta-voz”. Entretanto, Valdemar afirmou que o gesto ainda não foi suficiente para encerrar o impasse entre Michelle e Flávio. Além disso, o dirigente ressaltou que a união será fundamental para fortalecer o projeto eleitoral do partido.
Crise no PL ainda preocupa dirigentes
Segundo Valdemar Costa Neto, Jair Bolsonaro possui condições de atuar como mediador da situação. Conforme explicou, Michelle Bolsonaro construiu uma ampla base de apoio em todo o país e poderá desempenhar papel importante durante a campanha presidencial.
“O Bolsonaro, com jeito, pode convencê-la a nos ajudar. Pela carta que ele fez hoje, deu a entender que precisamos estar unidos. É uma eleição dura, não é fácil”, afirmou o presidente nacional do PL durante a entrevista.
Além disso, Valdemar declarou que espera o retorno de Michelle ao comando do PL Mulher, segmento da legenda voltado ao público feminino. Dessa forma, ele acredita que a participação da ex-primeira-dama fortaleceria a mobilização partidária durante o período eleitoral.
Convenção do partido deve definir chapa
Durante a entrevista, Valdemar também comentou sobre a definição do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o ideal é que o nome seja anunciado até o dia 25 de julho, data prevista para a Convenção Nacional do PL, responsável por oficializar a candidatura presidencial do senador.
Por outro lado, o dirigente evitou antecipar possíveis nomes para compor a chapa. Ainda assim, reforçou que o partido trabalha para concluir as negociações antes da convenção, garantindo maior unidade interna para o início da campanha.
Valdemar também relacionou a disputa presidencial ao futuro político e jurídico de Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Conforme declarou, uma eventual derrota eleitoral dificultaria o cenário para o ex-presidente.





















































