O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o homem de 31 anos flagrado por câmeras de segurança chutando o rosto da própria filha, de apenas 3 anos, em via pública. Além da denúncia por tortura na modalidade castigo, o órgão também o acusa por dois crimes de lesão corporal qualificada, praticados no contexto de violência doméstica contra os próprios filhos.
Além disso, o MP pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva do investigado. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens da agressão, registrada no início de julho.
Investigação apontou outras agressões
Durante as investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público identificaram outros episódios de violência contra as crianças.
Segundo a denúncia, o homem também agrediu o filho de 5 anos com um pedaço de madeira. Além disso, obrigava os dois filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de milho, feijão e pipoca como forma de castigo. De acordo com a Promotoria, essas práticas provocavam intenso sofrimento físico e psicológico nas vítimas.
Vídeo registrou agressão à menina
As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o homem caminhava com as duas crianças em uma rua do Paraná. Em seguida, ele se vira e desfere um chute que atinge o rosto e o tórax da filha de 3 anos, fazendo a menina cair no chão. A agressão ocorreu em 5 de julho e gerou grande repercussão nas redes sociais.
Em depoimento à polícia, o investigado afirmou que “perdeu a cabeça” por causa do choro da criança.
MP pede que suspeito continue preso
Além da denúncia criminal, o Ministério Público defendeu a continuidade da prisão preventiva do investigado.
Segundo a Promotoria, a medida é necessária para proteger as vítimas e garantir o andamento das investigações. O processo tramita sob sigilo, e a Justiça ainda decidirá se aceita a denúncia apresentada pelo MPPR.
Caso provocou indignação
O episódio gerou forte repercussão em todo o país e reacendeu o debate sobre a proteção de crianças vítimas de violência doméstica.
Por fim, as duas crianças permanecem amparadas por medidas protetivas determinadas pela Justiça, enquanto o caso segue em tramitação.




















































