A corrupção financeira e política é uma das principais preocupações dos brasileiros, segundo a pesquisa What Worries the World (O que preocupa o mundo, na tradução para o português), da Ipsos, divulgada em julho de 2026. O tema foi citado por 36% dos entrevistados, atrás apenas de crime e violência, mencionado por 43%.
Na corrida pela Presidência da República, as propostas dos candidatos vão de uso de inteligência artificial para identificar fraudes a mudanças nas regras para foro privilegiado, emendas parlamentares e responsabilização de agentes públicos.
O que Lula (PT) propõe
- Fortalecer as ações de prevenção, investigação e responsabilização previstas no Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027;
- Aprimorar políticas de transparência e investir na transformação do Portal da Transparência em uma plataforma inteligente, com base em IA (inteligência artificial) e dados abertos;
Debater com a sociedade mudanças nas emendas parlamentares, com foco nas distorções orçamentárias do atual modelo de emendas impositivas e parlamentares.
O que Flávio Bolsonaro (PL) propõe
- Blindar e fortalecer a Lei das Estatais de 2016, com reforço das restrições, quarentenas eleitorais e exigência de qualificação técnica para evitar indicações e apadrinhamentos políticos;
- Retomar o Programa Nacional de Desestatização, transferindo o controle de empresas públicas para a iniciativa privada;
Prevenir fraudes em empréstimos consignados do INSS, com mudanças de governança, transparência ativa e dupla checagem para autorizar descontos.
O que Ronaldo Caiado (PSD) propõe
- Criar o Sistema Nacional Anticorrupção e de Integridade Pública, integrando órgãos de controle, investigação, inteligência financeira e defesa jurídica do Estado;
- Implantar uma plataforma de análise de riscos com IA para identificar e bloquear licitações envolvendo empresas fantasmas, beneficiários ocultos ou organizações ligadas a facções;
Criar a Lei do Enriquecimento Ilícito, com previsão de bloqueio preventivo e expropriação civil de bens incompatíveis com a renda declarada.
O que Renan Santos (Missão) propõe
- Criar a Lei de Responsabilidade Gerencial (LRG), com punições e travas proporcionais e imediatas contra práticas de clientelismo político local;
- Aplicar medidas como a “Tutela Gerencial”, que condicionaria determinados gastos públicos à dupla assinatura, e a “Inelegibilidade Superveniente” para gestores que apresentem falhas reiteradas;
Criar uma “Cláusula Antimáfia”, permitindo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretar a dissolução de gestões capturadas por milícias ou pelo crime organizado, com extinção de mandatos e designação de gestão extraordinária federal.
O que Romeu Zema (Novo) propõe
- Limitar o foro privilegiado, mantendo o foro especial exclusivamente para o cargo de presidente da República;
- Criar sindicância patrimonial automática diante de variação de patrimônio incompatível com a renda declarada por ocupantes de cargos eletivos, funções de confiança e empregos públicos, além de ampliar a transparência dos gastos e dos dados governamentais;
Privatizar todas as empresas estatais, com o objetivo de reduzir espaços e oportunidades para desvios de recursos públicos.
O que Augusto Cury (Avante) propõe
- Usar inteligência artificial para cruzar dados em tempo real e identificar fraudes, desperdícios, sobrepreços, pagamentos indevidos e ineficiências administrativas;
- Criar a rede nacional “Sociedade Está de Olho” (SEO), para estimular a participação de cidadãos, universidades e entidades civis no controle dos gastos públicos;
- Ser contrário à reeleição, apontada no plano como uma das fontes geradoras de corrupção no país. SBT NEWS
























































