O tamanho do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, poderá influenciar, na avaliação de Flávio Bolsonaro (PL), o posicionamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de investigação de Alexandre de Moraes. O candidato à Presidência fez a declaração durante uma live neste domingo (6), ao convocar apoiadores para a manifestação marcada para segunda-feira (7).
Leia também:
Quaest: corrupção e democracia pesam na decisão do voto
Segundo Flávio, uma grande presença de público poderia exercer pressão sobre integrantes da Corte. Além disso, ele afirmou que alguns ministros seriam sensíveis à opinião popular durante a análise do caso.
O candidato relacionou a manifestação à crise envolvendo Moraes, o ministro André Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). O episódio ganhou força após a divulgação de informações relacionadas a mensagens entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.
Tamanho do ato é citado por Flávio em live
Durante a transmissão, Flávio defendeu que o STF deve preservar a instituição, a Constituição e a democracia. Ao mesmo tempo, afirmou que uma manifestação esvaziada poderia produzir um efeito diferente entre os ministros que ainda não teriam definido posição sobre o caso.
A declaração ocorre às vésperas do ato marcado para as 15h de segunda-feira na Avenida Paulista. Além de Flávio, são esperados nomes como Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A mobilização também ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026. O entorno de Flávio passou a usar a crise envolvendo Moraes como um dos principais temas da convocação para o 7 de Setembro. A manifestação ganhou, nas redes sociais, o mote de críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF.
Crise no STF envolve Moraes e Mendonça
A tensão dentro do Supremo aumentou após a divulgação de informações relacionadas ao caso Banco Master. Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que mencionava contatos entre Moraes e Vorcaro.
Depois disso, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado. No entanto, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou o pedido do inquérito das fake news e determinou que o caso siga por outro procedimento.
Além disso, Fachin estabeleceu prazo para que Moraes, Mendonça, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentassem manifestações sobre os acontecimentos.
A PGR também entrou no conflito. Gonet questionou a validade do relatório da PF e pediu a nulidade do documento, enquanto a própria atuação da Polícia Federal passou a integrar o debate institucional.
Manifestação ocorre em momento de tensão política
Enquanto a crise avança, Flávio tenta mobilizar apoiadores para a Avenida Paulista. Segundo relatos recentes, a manifestação passou a ocupar espaço central na estratégia política do candidato durante a campanha presidencial.
Ainda assim, o eventual impacto político do ato dependerá da adesão dos participantes e dos próximos passos das instituições. Por isso, o número de pessoas presentes poderá ganhar peso no discurso dos grupos envolvidos na disputa.
























































