O estudante de medicina Manoel Antônio Januário Filho, de 23 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro e registro não autorizado da intimidade sexual em Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito na terça-feira (15) e encaminhou o procedimento à Justiça.
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A investigação reuniu denúncias apresentadas por duas vítimas e ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte (Deam). No entanto, como o inquérito tramita sob sigilo, a Polícia Civil não divulgou detalhes dos elementos reunidos na apuração.
O indiciamento representa uma etapa da investigação policial e não significa condenação. Agora, o Ministério Público de Minas Gerais deverá analisar os elementos reunidos no procedimento e avaliar as medidas cabíveis.
Estudante de medicina está afastado da faculdade
A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais informou que adotou medidas contra o aluno depois que tomou conhecimento das denúncias. Inicialmente, a instituição suspendeu o estudante das atividades acadêmicas, seguindo seus procedimentos internos.
Posteriormente, uma decisão judicial determinou que ele permanecesse afastado de uma das supostas vítimas. Além disso, a ordem proibiu o acesso do estudante às dependências e aos sistemas da faculdade.
A instituição afirmou que cumpriu a determinação e efetivou o afastamento cautelar. Atualmente, o vínculo acadêmico do estudante de medicina está trancado. Dessa forma, ele não participa de aulas, estágios ou outras atividades relacionadas à graduação.
A faculdade também declarou que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso. Além disso, a instituição informou que seguirá cumprindo eventuais determinações judiciais relacionadas à investigação.
Polícia Civil mantém outra investigação
Apesar da conclusão do primeiro inquérito, a Polícia Civil informou que mantém outra investigação envolvendo o estudante. O procedimento apura uma denúncia de tentativa de estupro apresentada por uma terceira vítima.
Essa segunda apuração ainda não foi concluída. Portanto, não há informação oficial sobre eventual novo indiciamento ou sobre as conclusões desse procedimento.
A defesa do estudante não apresentou manifestação pública sobre o conteúdo da investigação nas informações divulgadas. Segundo reportagens sobre o caso, os advogados indicaram que não comentariam o inquérito neste momento em razão do sigilo e da proteção das pessoas envolvidas.
Com o primeiro inquérito já encaminhado à Justiça, as próximas etapas dependem da análise do Ministério Público e das decisões das autoridades competentes. Assim, o caso permanece em andamento, enquanto a segunda investigação segue separadamente.
























































