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Senado aprova ‘PL Antifacção’. Penas podem chegar a 120 anos

CCJ pode votar projeto que muda regras de dosimetria, reduz penas dos atos de 8 de janeiro e altera critérios de progressão de regime.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado aprovou, na quarta-feira (10), o PL Antifacção, que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto, relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), reformula a versão aprovada pela Câmara e agora retorna para análise dos deputados.

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Penas maiores e regras mais rígidas

O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e milícias. Líderes poderão ser condenados a até 60 anos, com possibilidade de chegar a 120 anos em casos específicos. O texto endurece a progressão de regime e determina que chefes dessas organizações cumpram pena em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro Vieira afirmou que seu parecer aprimora o modelo de combate a grupos que controlam territórios e intimidam comunidades.

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Debate sobre terrorismo

Durante a votação, senadores da oposição defenderam que facções e milícias fossem classificadas como organizações terroristas. Contudo, uma emenda do senador Eduardo Girão (Novo-CE) nesse sentido foi rejeitada.

O relator destacou que o terrorismo exige motivação política, ideológica ou religiosa. Segundo ele, facções brasileiras buscam apenas proteger atividades ilícitas, e rotulá-las como terroristas poderia gerar sanções externas ao Brasil.

Mudanças na lei atual e retirada de pontos polêmicos

O projeto atualiza a Lei das Organizações Criminosas, evitando a criação de uma legislação paralela. O relator suprimiu trechos que considerou inconstitucionais, como a extinção do auxílio-reclusão e a proibição de voto para presos provisórios.

Novas punições e critérios de progressão

O texto eleva as penas para financiamento, liderança e participação em facções. Homicídios cometidos por membros desses grupos terão pena de 20 a 40 anos. Integrar ou financiar facções passa a ser punido com 15 a 30 anos, podendo dobrar para líderes.

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A progressão de regime também fica mais rígida:

  • Crimes hediondos exigem cumprimento de 70% da pena.

  • Integrantes de facções devem cumprir entre 75% e 85%.

  • Reincidentes terão percentuais ainda maiores.

Instrumentos de investigação e infiltrações

O projeto moderniza mecanismos de investigação, permitindo escutas ambientais, softwares de monitoramento e acesso mais rápido a dados, com autorização judicial. Em casos de risco à vida, dados emergenciais poderão ser solicitados sem ordem judicial.

O relator restabeleceu ainda a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados.

Integração entre órgãos e banco nacional de dados

O texto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), reunindo polícias e órgãos como MP, Coaf, Abin, Receita e Banco Central. Também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas.

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Sistema prisional e visitas restritas

O projeto prevê monitoramento de conversas e visitas, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e presos, salvo decisão judicial. Condenados pela Lei de Organizações Criminosas perderão o direito à visita íntima.

Cide para bets financia segurança pública

O relator incluiu a criação de uma Cide sobre apostas on-line, com alíquota de 15%. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano, destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Uma regularização temporária para bets sem licença pode gerar mais R$ 7 bilhões.

O texto também fecha o cerco às plataformas ilegais, responsabilizando empresas de pagamento e instituições financeiras envolvidas nessas operações.

Proteção a jurados e testemunhas

A proposta mantém o tribunal do júri para homicídios ligados ao crime organizado e reforça a proteção a testemunhas e jurados, com sigilo e videoconferência.

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Responsabilidade para agentes públicos

Agentes públicos condenados por colaborar com facções poderão perder o cargo imediatamente. Condenados por integrar essas organizações ficarão inelegíveis por oito anos.

Regras para o setor de combustíveis

O Senado revisou trechos relacionados ao mercado de combustíveis após acatar emendas das senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O texto exige registro detalhado de operações de venda e transporte de combustíveis.

Outras medidas aprovadas

O projeto inclui ainda:

  • Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com pena de 5 a 30 anos.

  • Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

  • Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com presos (270 dias para soltos), com previsão de prorrogação.

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