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Protestos contra ICE se espalham pelos EUA e chegam à Europa

Foto: reprodução/Reuters

Os protestos contra ICE ganharam força neste fim de semana e se espalharam por todos os Estados Unidos, além de alcançarem países da Europa. Ao todo, mais de 300 manifestações foram convocadas nos 50 estados norte-americanos contra a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE.

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Batizados de “ICE fora de todos os lugares”, os atos surgiram após uma sequência de operações atribuídas a agentes do órgão. Segundo os organizadores, essas ações resultaram, nas últimas semanas, na morte de dois cidadãos norte-americanos. Como resultado, grupos de defesa dos direitos civis passaram a pressionar por maior fiscalização e mudanças na política migratória do país.

Embora os protestos tenham se concentrado em grandes cidades norte-americanas, como Nova York, Los Angeles e Chicago, manifestações também ocorreram em municípios de médio porte. Além disso, movimentos sociais afirmam que a mobilização reflete um aumento da insatisfação popular com a forma como o ICE conduz abordagens e operações.

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Protestos contra ICE ultrapassam fronteiras

Os protestos contra ICE não ficaram restritos ao território dos Estados Unidos. Na Europa, manifestações foram registradas em cidades como Milão, na Itália. No local, ativistas protestaram contra o anúncio do governo norte-americano de que enviará agentes do ICE para reforçar a segurança da delegação dos Estados Unidos durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

O evento esportivo começa na próxima semana e deve reunir autoridades e atletas de diversos países. No entanto, conforme os organizadores dos atos, a presença de agentes do ICE fora dos Estados Unidos amplia preocupações sobre o alcance internacional das políticas de imigração adotadas por Washington.

Por outro lado, críticos afirmam que o envio de agentes para atuar em solo estrangeiro representa uma tentativa de normalizar práticas consideradas abusivas. Além disso, entidades europeias de direitos humanos demonstraram receio de que essas ações criem precedentes para cooperação internacional em políticas migratórias mais rígidas.

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