O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), apareceu bebendo vinho e fumando durante um julgamento virtual. O episódio ocorreu na segunda-feira (10), durante uma sessão do 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do tribunal.
Em um vídeo da sessão, o magistrado leva uma garrafa de vinho diretamente à boca. Em seguida, ele usa um maçarico para acender um cigarro e começa a fumar diante da câmera.
Além disso, uma pessoa aparece passando atrás da cadeira onde o juiz estava sentado durante a transmissão.
Sessão virtual foi encerrada
Logo após os participantes perceberem que o juiz consumia bebida alcoólica, a sessão terminou. O TJMG informou que tomou conhecimento do episódio e determinou uma apuração imediata dos fatos.
Salles atua como juiz de Direito auxiliar de 2º grau no TJMG. Registros oficiais do tribunal também identificam o magistrado como integrante da estrutura dos Núcleos de Justiça 4.0.
Juiz acusa tribunais de corrupção
Após o episódio, o magistrado divulgou outro vídeo no qual faz acusações contra o TJMG, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.
Na gravação, Salles afirma ter 36 anos de magistratura e diz que conhece situações que, segundo ele, envolvem o funcionamento do Judiciário. O juiz também cita integrantes da Corte mineira e faz acusações de corrupção.
Além disso, ele menciona uma suposta compra de mais de 170 veículos de uma marca japonesa. Entretanto, as declarações fazem parte do posicionamento apresentado pelo próprio magistrado e não representam uma conclusão das autoridades sobre as acusações.
Regra do CNJ para julgamentos virtuais
A realização de sessões por videoconferência segue regras específicas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Resolução nº 354/2020 estabelece que a participação em audiências ou sessões por videoconferência deve seguir a mesma liturgia dos atos processuais presenciais, inclusive em relação às vestimentas.
Além disso, o CNJ atualizou a regulamentação em 2026 para priorizar sessões presenciais em determinadas situações, como processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Agora, o TJMG deverá analisar as circunstâncias do episódio envolvendo o juiz Milton Lívio Lemos Salles e adotar as medidas cabíveis após a apuração.




















































