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Saiba como regularizar um imóvel mesmo sem ter a escritura em mãos

Como registrar um imóvel sem documentação? Freepik

Muita gente acredita que ter um contrato de compra e venda assinado e guardado na gaveta é o suficiente para ser dono de uma casa ou terreno. No entanto, para a lei brasileira, você só é proprietário de verdade quando o seu nome aparece na matrícula do imóvel, lá no Cartório de Registro de Imóveis.

Viver em uma propriedade irregular traz uma insegurança constante e faz com que o bem valha muito menos no mercado. Recentemente, especialistas em direito imobiliário destacaram que é possível resolver esse “pepino” de forma muito mais rápida, sem precisar enfrentar anos de processo na justiça.

O caminho para quem não tem a escritura passa por ferramentas modernas de desburocratização que permitem fazer quase tudo direto no cartório. Isso vale tanto para quem comprou o imóvel de alguém que já morreu quanto para quem possui apenas recibos antigos e comprovantes de residência.

Ao regularizar a situação, o imóvel ganha segurança jurídica e pode, inclusive, ser usado como garantia em empréstimos ou ser vendido através de financiamento bancário. É um investimento que traz paz de espírito para a família e garante que a herança dos filhos esteja protegida.

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O segredo está em identificar qual é o problema documental específico do seu caso. Muitas vezes, uma simples ata notarial ou um procedimento administrativo na prefeitura já resolvem a pendência que se arrastava por décadas.

Os caminhos para a escritura definitiva

Se você comprou o imóvel, pagou tudo certinho, mas o vendedor sumiu ou se recusa a assinar a escritura, a solução pode ser a adjudicação compulsória extrajudicial. Esse nome complicado serve para um processo simples: o cartório notifica o antigo dono e, se ele não aparecer, o registro passa para o seu nome automaticamente.

Outra opção muito utilizada é a usucapião extrajudicial. Ela é indicada para quem mora ou utiliza o imóvel há muitos anos (geralmente mais de 10 anos) como se fosse dono, mas não tem nenhum documento oficial do antigo proprietário. Nesse caso, a posse mansa e pacífica se transforma em propriedade real.

Para quem vive em áreas que a prefeitura considera núcleos urbanos informais, existe ainda a REURB. Esse programa de regularização fundiária é focado em comunidades e loteamentos que cresceram sem o devido registro, oferecendo títulos de propriedade de forma coletiva e muitas vezes gratuita para famílias de baixa renda.

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Documentos que você precisa reunir agora

O primeiro passo de qualquer regularização é buscar a certidão de matrícula atualizada do imóvel. Esse documento é como a certidão de nascimento da casa e diz exatamente quem é o dono oficial e se existem dívidas ou penhoras registradas no terreno.

Além disso, você deve juntar provas de que você cuida do local. Contas de luz, água, carnês de IPTU antigos e até fotos da fachada ao longo dos anos servem como evidências de posse. Recibos de reformas e benfeitorias também são fundamentais para mostrar que você exerce o papel de proprietário.

Mesmo sendo um processo feito em cartório, a presença de um advogado é obrigatória e essencial. É esse profissional que vai montar o quebra-cabeça documental e garantir que o pedido não seja negado por falta de informações técnicas ou erros de preenchimento.

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