A possível redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais no Brasil tem provocado debates no setor empresarial, especialmente entre empresas do comércio e serviços que operam com escala 6×1. Segundo especialistas da Factorial, HRtech global especialista em soluções para RH e DP, a adaptação ao novo modelo exigirá maior uso de inteligência artificial e análise de dados para evitar impactos financeiros e problemas trabalhistas.
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A discussão ganhou força após a aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que prevê mudanças na jornada semanal de trabalho.
Para empresas que dependem de escalas contínuas, o principal desafio será reorganizar horários e equipes sem elevar excessivamente os custos operacionais.
De acordo com a Factorial, manter controles manuais ou planilhas tradicionais pode ampliar riscos jurídicos relacionados ao controle de jornada, horas extras e intervalos.
Justiça do Trabalho registra aumento de ações
Dados citados pela empresa apontam que a Justiça do Trabalho registrou pagamento recorde de R$ 50,6 bilhões em processos trabalhistas em 2025.
O aumento foi impulsionado pelo crescimento de 8,7% no número de novas ações, que chegaram a 2,3 milhões de casos no último ano.
Segundo Renan Conde, o cenário reforça a necessidade de digitalização das operações de recursos humanos.
“O RH não terá margem para erro. Precisamos de dados em tempo real e auditoria constante”, afirmou o executivo.
Inteligência artificial pode ajudar no controle das escalas
Especialistas defendem que a inteligência artificial poderá auxiliar empresas na reorganização das escalas de trabalho.
Entre as funções apontadas estão:
- redistribuição automática de jornadas conforme fluxo de clientes;
- alertas preventivos sobre excesso de carga horária;
- identificação de sinais de desgaste e esgotamento de funcionários.
A análise também cita resultados do projeto 4 Day Week Brazil, que indicaram aumento de produtividade, redução de burnout e diminuição da rotatividade de trabalhadores em empresas que adotaram jornadas reduzidas.
Para a Factorial, o fim da escala 6×1 exigirá operações mais inteligentes e uso intensivo de tecnologia para garantir produtividade, segurança jurídica e equilíbrio operacional.






















































