Política

Rogério Marinho critica Moraes após suspensão da Lei da Dosimetria

O senador Rogério Marinho criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria.

O senador Rogério Marinho criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria.

Em nota divulgada neste sábado (9), Marinho afirmou que a medida representa interferência do Judiciário sobre uma decisão aprovada pelo Congresso Nacional.

Além disso, o senador declarou que a suspensão ignora a vontade popular expressa pelos parlamentares durante a votação do projeto.

Moraes suspendeu aplicação da lei

O ministro do Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da norma enquanto a Corte analisa ações que questionam a constitucionalidade da legislação.

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Além disso, Moraes assumiu a relatoria dos processos apresentados pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A lei altera critérios de dosimetria para crimes contra o Estado Democrático de Direito e reduz penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Marinho critica decisão do STF

Na nota oficial, Rogério Marinho afirmou que o Congresso exerceu seu papel constitucional ao derrubar o veto presidencial ao projeto.

“O povo falou pelo Congresso. Hoje, um único homem, não eleito, sem mandato e com interesse direto na causa, apagou isso com uma caneta”, declarou o senador.

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Além disso, Marinho defendeu a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar decisões monocráticas capazes de suspender leis aprovadas pelo Legislativo.

O parlamentar também afirmou que o país precisa discutir mudanças no funcionamento do Judiciário a partir de 2027.

Lei gera debate entre Congresso e STF

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou a Lei da Dosimetria nesta sexta-feira (8).

O texto prevê mudanças na aplicação de penas para crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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Além disso, a legislação flexibiliza regras para progressão de regime em alguns casos ligados aos atos de 8 de janeiro.

Por outro lado, partidos e entidades que acionaram o STF afirmam que a norma enfraquece punições relacionadas a ataques contra a democracia.

STF ainda vai analisar ações

Antes mesmo da promulgação da lei, Alexandre de Moraes já havia negado pedidos de redução de pena apresentados por condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Na ocasião, o ministro argumentou que a legislação ainda não estava oficialmente em vigor.

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Agora, o STF analisará os pedidos que questionam a validade da norma. No entanto, ainda não existe prazo para a decisão definitiva da Corte.

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