Uma criança de 10 anos precisou ser atendida com urgência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pajuçara, na Zona Norte de Natal, após uma suposta intoxicação relacionada a um produto da linha Ypê. O caso aconteceu na última segunda-feira (11) e está sendo acompanhado pelas autoridades de saúde.
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De acordo com relatos da família, a menina apresentou uma reação alérgica após manusear um produto da linha Ypê Pro utilizado para lavar as mãos. Os familiares afirmam que manchas começaram a surgir no corpo da criança poucos dias após o contato com o produto.
Ainda segundo a família, exames teriam identificado a presença de uma bactéria no sangue da menina. Após a piora do quadro clínico, ela foi levada para atendimento médico na UPA Pajuçara.
Secretaria de Saúde acompanha o caso
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a criança segue em atendimento na unidade e que todos os procedimentos necessários estão sendo realizados pela equipe médica.
A pasta também explicou que a paciente foi inserida no sistema de regulação estadual para realização de exames complementares, com o objetivo de avaliar melhor o estado de saúde da criança.
Apesar da suspeita levantada pela família, a Secretaria destacou que, até o momento, não há comprovação de ligação entre o quadro clínico da menina e o desinfetante.
Anvisa determinou recolhimento de produtos da Ypê
O caso acontece poucos dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinar, na última quinta-feira (7), a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e venda de determinados produtos da marca Ypê.
A medida inclui lotes com numeração final 1 das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes da empresa.
Segundo a Anvisa, uma inspeção realizada em parceria com órgãos de vigilância sanitária do estado de São Paulo identificou irregularidades em etapas consideradas críticas da produção. Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária.
A agência informou que as irregularidades representam descumprimento das normas de Boas Práticas de Fabricação e podem favorecer contaminação microbiológica nos produtos.






















































