O governo brasileiro afirmou ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países considerados em conformidade com exigências sanitárias para exportação de carnes e produtos de origem animal. O embargo foi anunciado nesta terça-feira (12) pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e deverá entrar em vigor a partir de 3 de setembro.
Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmaram que o país adotará medidas para tentar reverter a decisão.
Governo brasileiro contesta justificativa da UE
Segundo a Comissão Europeia, a medida foi adotada porque exportadores brasileiros não teriam cumprido integralmente as garantias relacionadas ao uso de antimicrobianos em animais de criação.
As normas da União Europeia proíbem a utilização desses medicamentos para estimular crescimento animal ou aumentar a produção para abate.
O bloco também veta o uso de antimicrobianos reservados exclusivamente ao tratamento de infecções humanas.
A União Europeia argumenta que o controle rigoroso busca combater a resistência antimicrobiana, considerada uma das principais ameaças globais à saúde pública.
O governo brasileiro, no entanto, negou irregularidades e destacou que o país possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente.
Na nota oficial, o Brasil afirmou ser o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e um dos principais fornecedores agrícolas para o mercado europeu.
Embaixador brasileiro terá reunião com União Europeia
O governo informou ainda que o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da delegação diplomática brasileira na União Europeia, terá uma reunião nesta quarta-feira (13) para discutir o tema e tentar reverter a decisão.
O anúncio do embargo ocorre menos de duas semanas após a entrada em vigor dos termos provisórios do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, iniciados em 1º de maio.
Segundo as informações divulgadas, países como Argentina e Uruguai não foram retirados da lista de conformidade sanitária do bloco europeu.





















































