A Polícia Civil de Pernambuco investiga uma denúncia de estupro coletivo em escola da rede estadual no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O caso envolve duas adolescentes de 14 anos e teria ocorrido no dia 3 de agosto, durante o intervalo das aulas.
Leia também:
Médico é preso por suspeita de estupro em SP
Segundo a Polícia Militar, o 18º Batalhão recebeu um chamado na manhã de quarta-feira (5) para verificar uma denúncia de violência sexual dentro da unidade de ensino.
Conforme as informações repassadas aos policiais, a direção da escola tomou conhecimento da primeira denúncia dois dias antes. Além disso, a gestão informou que outra estudante também havia relatado um episódio de importunação sexual em uma ocasião anterior.
A advogada Luanny Porto, que acompanha as famílias das adolescentes, afirmou que cinco estudantes da mesma turma estariam envolvidos no caso. Entretanto, a investigação ainda precisa esclarecer as circunstâncias e a participação de cada um dos envolvidos.
Famílias procuraram as autoridades
De acordo com a defesa, uma das adolescentes contou à família o que teria ocorrido após retornar para casa. A jovem também teria relatado o episódio à direção da escola.
Segundo a advogada, a adolescente afirmou que sofreu ameaças para não contar o ocorrido à família. Depois disso, a mãe tomou conhecimento da situação e procurou a unidade de ensino.
Ainda conforme a defesa, a segunda adolescente relatou posteriormente à própria mãe que também teria sido vítima de violência sexual. A partir dos relatos, as duas famílias registraram boletins de ocorrência.
Além disso, as adolescentes foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames. A investigação deverá reunir os resultados dos procedimentos, depoimentos e outras informações para esclarecer o caso.
A advogada também afirmou que as famílias solicitaram mudanças de turma ou transferência das adolescentes para outras escolas. Segundo ela, os pedidos ocorreram porque os familiares não se sentiam seguros com o retorno das meninas à unidade.
Suspeitos foram suspensos da escola
Ainda segundo a defesa, os estudantes apontados como suspeitos foram suspensos pela instituição de ensino. No entanto, as famílias também alegam que as adolescentes não teriam recebido, até o momento, suporte psicológico ou jurídico dos órgãos municipais.
A Polícia Militar informou que os responsáveis pelos estudantes envolvidos foram convidados pela direção da escola a comparecer à unidade na quarta-feira (5).
Como não havia situação de flagrante, os policiais não conduziram nenhum dos envolvidos à delegacia naquele momento. Dessa forma, a investigação seguirá pelos procedimentos previstos para casos que envolvem adolescentes.
A Polícia Civil confirmou que investiga o caso ocorrido em 3 de agosto, no Cabo de Santo Agostinho. Por envolver menores de idade, o procedimento tramita sob sigilo.
Investigação segue sob sigilo
A Polícia Civil não divulgou outros detalhes da apuração para preservar a identidade e a privacidade das adolescentes. Além disso, informações sobre os estudantes investigados não foram divulgadas oficialmente.
A investigação deverá analisar os relatos apresentados pelas vítimas e pelas famílias, além de outras evidências que possam contribuir para esclarecer o que ocorreu dentro da unidade de ensino.
Por se tratar de uma investigação em andamento, eventuais responsabilidades ainda dependem da apuração policial e das demais etapas legais. Portanto, os estudantes citados como suspeitos não podem ser considerados culpados antes da conclusão do processo e de eventual decisão judicial.




















































