Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Justiça

MPRN pede perda de patente de sargento condenado por assassinato de promotor de Justiça

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com uma representação no Tribunal de Justiça pedindo a perda da graduação de praça do 3º sargento reformado da Polícia Militar Wilson Pereira de Alencar. O PM reformado foi condenado a 31 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado por participação no assassinato do promotor de Justiça Manoel Alves Pessoa Neto, crime cometido em 8 de novembro de 1997, no prédio do Fórum de Pau dos Ferros.

O pedido tem como objetivo determinar a exclusão do militar dos quadros da corporação e o cancelamento do pagamento de seus proventos de inatividade. Segundo o MPRN,  a manutenção do vínculo funcional e a continuidade do recebimento de salários por alguém condenado por homicídio afrontam os princípios da administração pública e o código de ética da instituição.

De acordo com o MPRN, a medida se baseia na condenação definitiva do policial. Segundo a legislação, cabe ao Tribunal de Justiça decidir sobre a perda da graduação de praças quando a pena privativa de liberdade for superior a dois anos. O MPRN sustenta que a perda do posto é uma consequência da condenação.

Promotor e vigia foram mortos a tiros

Os fatos que motivaram a condenação ocorreram em 8 de novembro de 1997, no prédio do Fórum de Pau dos Ferros. Na ocasião, o promotor de Justiça Manoel Alves Pessoa Neto e o vigia do prédio, Orlando Alves Mari, foram mortos a tiros. As investigações e o julgamento apontaram que o crime foi encomendado pelo então juiz de Direito Francisco Pereira de Lacerda e executado por Edmílson Pessoa Fontes.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

A participação de Wilson Pereira de Alencar consistiu em intermediar o contato com o executor do crime, pressioná-lo para a realização do assassinato e fornecer uma peruca para ser usada como disfarce. O executor entrou na sala da Promotoria de Justiça, atirou no promotor e em seguida disparou contra o vigia para garantir a impunidade do ato. O julgamento do réu pelo Tribunal do Júri aconteceu em 21 de outubro de 2021, e a decisão transitou em julgado em 21 de outubro de 2025.

Em sua fundamentação jurídica, o MPRN cita decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça que confirmam a constitucionalidade da cassação de aposentadorias de militares nas hipóteses de perda da graduação. A tese ministerial se alinha ao entendimento jurisprudencial no sentido de que a perda do vínculo funcional atinge também os benefícios da inatividade, já que a infração foi cometida no exercício da função pública ou durante o período de serviço ativo.

MPRN

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Polícia

Um homem de 41 anos, identificado como Francisco Miguel Neto, foi preso em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, perto da divisa com o...

Cidades

Uma passarela em São José de Mipibu, na Grande Natal, apresenta buracos e pontos sem corrimão. A situação preocupa moradores que utilizam a estrutura...

Eleições

O candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) participou da sabatina do Jornal do Dia, da TV Ponta Negra. Durante a entrevista, ele falou sobre...

Brasil

Um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, entrou na lista de bens apreendidos nesta terça-feira (29) durante a Operação Sanakay....

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.