A Rússia lançou um novo ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (20). Grande parte dos bombardeios atingiu a região de Kiev, onde armazéns, prédios residenciais e carros foram destruídos. Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas.
“Como resultado de um ataque inimigo massivo a Kiev, foram registrados danos em três distritos da cidade: Sviatoshynskyi, Solomenskyi e Darnytskyi. A liquidação das consequências do ataque continua no terreno. Médicos prestam assistência”, disse o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.
Segundo ele, armazéns ficaram em chamas em Sviatoshynskyi e Darnytskyi, enquanto uma escola, um hospital infantil e prédios residenciais foram danificados em Solomensky. Os bombardeios também deixaram parte dos distritos sem energia elétrica.
Em meio ao cenário, Klitschko decretou luto oficial na sexta-feira (21). “Neste dia, bandeiras serão arriadas em todos os prédios municipais da cidade em memória das vítimas do ataque massivo inimigo à capital. No dia 21 de agosto, qualquer evento de entretenimento é proibido em Kiev”, disse.
Intensificação dos ataques
A Rússia vem intensificando os ataques contra a Ucrânia nos últimos meses, chegando a interferir no espaço aéreo de outros países. É o caso da Romênia, por exemplo, que informou que um drone cruzou seu espaço aéreo no norte do país, onde faz fronteira com o território ucraniano. O projétil caiu em uma área desabitada, causando um pequeno incêndio– já extinto.
O aumento das hostilidades russas acontece em meio aos esforços do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para aumentar a pressão do Ocidente sobre Moscou, visando negociar o fim da guerra – iniciada em fevereiro de 2022. O líder ucraniano também vem pedindo repetidamente o reforço dos sistemas de defesa aérea, como o Patriot, produzido nos Estados Unidos.
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