O Brasil e EUA devem retomar as negociações comerciais na próxima semana, após uma conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, deverá participar das tratativas ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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Representantes brasileiros devem se reunir com integrantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). As equipes dos dois governos ainda precisam definir a data do encontro.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que recebeu contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O contato ocorreu depois da ligação entre Lula e Trump na sexta-feira (21).
Brasil e EUA buscam saída para disputa tarifária
A retomada das conversas abre um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington. Ao mesmo tempo, os dois países enfrentam uma disputa comercial provocada pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Durante a ligação, Lula defendeu a retomada das negociações e classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para aplicar as novas tarifas.
Entre os argumentos citados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual e combate à corrupção. Além disso, o governo norte-americano menciona o Pix, o etanol e importações de produtos associados ao trabalho forçado.
Lula afirmou que as tarifas prejudicam as economias dos dois países. Por isso, o presidente brasileiro defendeu o diálogo como alternativa para preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo o Palácio do Planalto, Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes.
Reunião deve reunir ministros e representantes dos EUA
A próxima rodada de conversas deverá reunir Márcio Elias Rosa, integrantes do MRE e representantes do USTR. Em nota conjunta, o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores avaliaram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para uma solução negociada.
No entanto, os assuntos tratados por Lula e Trump não ficaram restritos ao comércio. Os presidentes também discutiram segurança e cooperação no combate ao crime organizado.
Lula defendeu uma atuação conjunta entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o presidente, organizações criminosas pressionam populações vulneráveis, mas não devem receber a mesma classificação de organizações terroristas.
O presidente brasileiro também apresentou medidas adotadas pelo país contra essas estruturas. Entre elas estão ações de asfixia financeira que, segundo o governo, resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.
Além disso, Lula citou a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.
Lula e Trump discutem conflitos internacionais
A conversa entre os presidentes também abordou as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, Lula e Trump defenderam a busca por uma solução negociada.
Lula criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais. O presidente brasileiro sugeriu ainda a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.
Durante a conversa, Trump também apresentou perspectivas do governo norte-americano sobre o conflito com o Irã.




















































