A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Manto Sagrado nessa sexta-feira (21) para investigar um professor suspeito de produzir e divulgar um deepfake sexual de adolescente em Rondônia. A vítima, que era menor de idade na época dos fatos, estudava na instituição onde o investigado lecionava, em Guajará-Mirim.
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Durante a operação, agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho. Além disso, os policiais recolheram dispositivos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer a origem e a disseminação do conteúdo.
A investigação aponta que o material teria sido produzido a partir da manipulação de imagens reais da vítima com uso de inteligência artificial. Posteriormente, o conteúdo teria circulado por meio de um aplicativo de mensagens e alcançado pessoas do convívio da adolescente.
PF apreende equipamentos durante operação
A Polícia Federal informou que um celular também foi apreendido durante a ação. Segundo a corporação, o aparelho teria sido utilizado para disseminar o material investigado.
Agora, o dispositivo passará por perícia. Dessa forma, os investigadores poderão buscar informações que ajudem a identificar a origem dos arquivos, os meios utilizados para compartilhamento e eventual participação do suspeito nos crimes.
Além do celular, a PF apreendeu outros equipamentos eletrônicos. A corporação divulgou uma imagem que mostra notebooks e pendrives recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais.
Embora a Polícia Federal não tenha utilizado diretamente o termo “deepfake” em sua nota oficial, a descrição apresentada corresponde a um conteúdo produzido por meio da manipulação digital de imagens reais com inteligência artificial.
Investigação envolve possível crime contra adolescente
As apurações indicam que o conteúdo teria alcançado pessoas próximas à vítima. Na época, a estudante ainda era menor de idade e frequentava a instituição de ensino onde o professor trabalhava.
Por isso, a investigação considera a possível prática de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990.
As suspeitas contra o docente envolvem a produção e a divulgação do conteúdo ilícito. No entanto, a Polícia Federal ainda precisa concluir as diligências para esclarecer as circunstâncias e verificar a eventual participação do investigado nos crimes.
Mandados foram cumpridos em duas cidades
A 1ª Vara Criminal de Guajará-Mirim autorizou os mandados de busca e apreensão. Além disso, a operação contou com o apoio da Polícia Civil de Rondônia (PCRO).
Segundo a PF, a ação teve como objetivo localizar o investigado e apreender dispositivos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações.
Agora, os equipamentos recolhidos serão analisados pelos peritos. Portanto, os resultados poderão contribuir para esclarecer a produção e a circulação do material.
A Polícia Federal reforçou que as investigações continuam. Assim, novas diligências poderão ocorrer conforme os investigadores analisem os dados encontrados nos aparelhos.
O caso chama atenção para o uso criminoso da inteligência artificial e para os riscos da manipulação de imagens envolvendo crianças e adolescentes.




















































